Política

Aécio responde sobre candidatura ao Planalto e diz por que rejeita rótulo de ‘terceira via’

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O presidente nacional do PSDB, deputado federal Aécio Neves, afirmou que avalia a possibilidade de disputar a Presidência da República em 2026 e defendeu a construção de uma candidatura de centro capaz de romper a polarização política que, segundo ele, marca a vida pública brasileira nos últimos anos. Em entrevista à apresentadora Marcela Rahal, no telejornal VEJA Em Foco, o tucano revelou que tem mantido conversas com lideranças políticas e representantes da sociedade civil para viabilizar um novo projeto nacional (este texto é um resumo do vídeo acima).

Aécio afirmou que ainda não tomou uma decisão sobre uma eventual candidatura, mas reconheceu ter recebido incentivos de dirigentes e lideranças políticas para entrar na disputa. Segundo ele, o objetivo principal neste momento é fortalecer o PSDB e ampliar a capacidade do partido de participar do debate eleitoral de 2026. Ele disse que vai avaliar sua decisão “até o momento que a legislação permitir”. O tucano ainda explicou por que rejeita o rótulo de terceira via. “Eu não gosto muito dessa expressão ‘terceira via’. Você já larga em terceiro. Prefiro a via, a via para o futuro. Porque essas duas outras que estão colocadas, a meu ver, não nos levarão a lugar nenhum”, afirmou.

O que aproxima Aécio e Joaquim Barbosa?

Durante a entrevista, o deputado confirmou um encontro recente com o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa. Segundo Aécio, a conversa ocorreu no Rio de Janeiro e teve como foco a busca por um caminho alternativo ao que classificou como polarização entre os principais grupos políticos do país.

O dirigente tucano elogiou a trajetória de Barbosa e destacou que os dois compartilham avaliações semelhantes sobre a necessidade de uma candidatura de centro. Embora tenha evitado antecipar qualquer composição eleitoral, afirmou que novas conversas devem ocorrer nas próximas semanas. “Quem sabe nós não possamos estar juntos amanhã construindo um novo e transformador projeto de Brasil?”, disse.

Por que Aécio rejeita a polarização?

Ao longo da entrevista, Aécio voltou a criticar tanto o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva quanto o campo político identificado com o ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo ele, uma nova disputa entre os dois polos manteria o país dividido e dificultaria a aprovação de reformas estruturais.

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O tucano afirmou que o PSDB é uma das poucas legendas que não aderiram nem ao “lulopetismo” nem ao “bolsonarismo” e argumentou que a legenda pagou um preço político por essa posição. “Eu quero construir um caminho para o Brasil”, declarou, ao defender uma alternativa que dialogue com eleitores descontentes com os dois campos políticos.

Como ele responde às pesquisas eleitorais?

Questionado sobre levantamentos recentes que testaram seu nome na corrida presidencial, Aécio minimizou os números e afirmou que ainda não pode ser tratado como candidato. Segundo ele, sua inclusão nas pesquisas ocorreu antes mesmo de qualquer anúncio formal de pré-candidatura.

O deputado argumentou que, neste momento, atua como um “ativista do centro” e afirmou que somente uma eventual consolidação de apoios políticos justificaria uma análise mais aprofundada de seu desempenho eleitoral. “Eu não estou buscando construir para mim uma candidatura presidencial. Eu quero construir um caminho para o Brasil”, afirmou.

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Quais críticas ele faz ao governo Lula?

Aécio também direcionou críticas à condução econômica do governo federal. Na avaliação do deputado, medidas recentes adotadas pelo Palácio do Planalto possuem caráter eleitoral e podem provocar impactos negativos sobre inflação, juros e investimentos.

“O presidente Lula vai pelo mesmo caminho”, disse, ao comparar a atual política econômica a gestões anteriores do PT. Aécio também afirmou que o país tem hoje “um candidato à Presidência da República exercendo o cargo de presidente da República”, em referência ao foco do governo nas pesquisas de opinião e nos índices de popularidade.

Quem perde com o embate sobre as tarifas dos EUA?

Ao comentar as tensões comerciais envolvendo tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros, Aécio distribuiu responsabilidades entre o governo federal e aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo ele, a diplomacia brasileira falhou ao não antecipar negociações que poderiam minimizar os impactos das medidas.

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O tucano também avaliou que setores ligados ao bolsonarismo superestimaram a influência de relações políticas pessoais sobre decisões comerciais do governo americano. Para ele, a disputa acabou produzindo prejuízos para o país. “Perdem os dois, mas perde fundamentalmente o Brasil”, afirmou.

VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual VEJA em Foco (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

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