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Dono de fazenda milionária, cantor sertanejo cria santuário e acolhe abandonados

Um novo destino para uma propriedade milionária no interior de Goiás vem chamando a atenção do público. O espaço, que durante anos funcionou como um local tradicional voltado para a criação e o abate de gado, passou por uma transformação completa. Hoje, a fazenda opera como um grande santuário e abriga dezenas de vidas resgatadas das ruas. O projeto é a iniciativa pessoal de um dos nomes mais famosos da música sertaneja brasileira. O artista decidiu mudar o uso de suas terras para focar no acolhimento de cães abandonados e em situação de vulnerabilidade, oferecendo teto, alimentação e cuidados.

Para que um abrigo desse tamanho funcione financeiramente no azul e garanta a segurança dos animais, foi necessário repensar todo o modelo de negócios do local. O músico apostou em duas frentes rurais: o cultivo de soja e o investimento no melhoramento genético de bovinos da raça Nelore, focados agora apenas em reprodução. A decisão prática encerrou as atividades de abate. O custo mensal da operação é alto, pois a maioria dos animais chega ao sítio em estado crítico, vítimas de acidentes, sem patas ou sem orelhas. “Já passaram mais de 50 cachorros lá, resgatados por mim em ruas […] só cachorro vira-lata que não tem quem cuidar”, explicou o sertanejo em entrevista ao canal Intervenção, no YouTube.

Mas quem é a pessoa que lidera esse projeto de resgate no interior do país? Aos 63 anos, Zezé Di Camargo é o dono desse refúgio. O cantor, que por anos dividiu os palcos em uma dupla histórica com seu irmão, Luciano Camargo, deu um significado diferente à sua propriedade rural, batizada de “É o Amor“. Ele utiliza os hectares de terra para colocar em prática sua faceta de protetor. Ao assumir essa função, o artista mostra que é possível conciliar o ritmo dos shows com a gestão de um espaço dedicado à causa animal.

Decisão de não abater

A rotina de recolher animais das ruas já acontecia de forma pontual pelo artista, mas a alteração na estrutura da fazenda ocorreu no último ano e se consolidou como regra. Em uma conversa franca com a equipe do programa Globo Rural, Zezé detalhou os motivos da transição e explicou que construiu um canil do zero para abrigar os resgates.

Mudei o formato do negócio, agora a fazenda é só para cria. Não mato nenhum animal”, garantiu. Ele também abordou os próprios hábitos de consumo para justificar a escolha de transformar a propriedade. “Ainda como carne, mas prefiro comprar fora, do que matar lá dentro”, concluiu.

Zezé Di Camargo – Foto: Divulgação / SBT

Incentivo à adoção

A repercussão da notícia mudou o olhar de muitas pessoas sobre o cantor. Defensores dos direitos dos animais e seguidores nas redes sociais aprovaram a medida de imediato. Comentários apontando que o artista “ganhou o respeito” de internautas se tornaram comuns.

Além de reconhecer o esforço financeiro, a comunidade de ativistas passou a encorajar o uso da influência de Zezé para promover campanhas de adoção responsável. A expectativa é que o projeto sirva como uma vitrine de passagem para que essas dezenas de cachorros encontrem donos definitivos.

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GABRIELA CUNHA é jornalista graduada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM). Especialista em entretenimento, atua na cobertura editorial de televisão, celebridades e comportamento, com foco em notícias e análises




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