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‘Chorando o dia inteiro’: atriz de 38 anos revela transtorno inesperado após dar à luz

A maternidade costuma ser vista como o maior sonho na vida de muitas mulheres. A ideia de segurar o bebê nos braços traz esperança, mas a realidade dos primeiros meses pode apresentar um lado que pouca gente comenta abertamente. Lidar com o choro constante, o cansaço e uma tristeza que parece não ter fim é um cenário comum. Esse quadro de melancolia tem nome e exige cuidados para que a mulher não enfrente tudo sozinha.

Para quem sempre resolveu os problemas da vida de forma direta e sem rodeios, o choque é ainda maior. Imagine a situação: dar à luz o primeiro bebê no meio de uma crise de saúde mundial, precisar ficar dentro de casa sem contato com outras pessoas e, de repente, não reconhecer a si mesma no espelho. A vontade de chorar o tempo todo entra em conflito com a alegria de ter a criança no colo. A saída encontrada por quem passa por isso é, na maioria das vezes, procurar apoio profissional.

Essa história de superação não é um roteiro de televisão, mas a vida real de uma figura que o público acompanha desde a infância. Irmã de um ator famoso, casada desde 2018 com o empresário Igor Raschkovsky e agora completando a família com seu terceiro filho, a atriz Sthefany Brito resolveu abrir o jogo. Aos 38 anos, ela decidiu usar sua voz para falar sobre o “baby blues” e a depressão pós-parto que viveu, ajudando outras mães a entenderem que não estão isoladas.

O peso do isolamento

As declarações sinceras foram dadas durante o Conversas Maternas Podcast, um projeto criado pela apresentadora Geovanna Tominaga. A pauta repercutiu na imprensa e ajudou a espalhar a mensagem sobre saúde mental. De acordo com informações publicadas pelos portais Metrópoles e Purepeople, o problema começou logo após a chegada de seu primeiro filho, Antônio Enrico, em novembro de 2020. O período de isolamento social da época complicou tudo.

Foi me batendo uma tristeza e, quando o Enrico nasceu, eu tive baby blues. Por conta de toda a situação que já estava vindo da gravidez. Uma junção de sentimentos… Volta pra casa, continua trancada, descobrindo aquele universo doido. Foi confuso“, relatou a artista.

A busca pelo equilíbrio

Reconhecer o problema foi o passo inicial para a melhora. Segundo trechos da entrevista, o choque de realidade bateu de frente com a personalidade da atriz.

“Eu me considerava uma pessoa muito prática. E quando me vi triste, chorando o dia inteiro, eu pensava: o que é isso? Eu não sou assim… Parecia que eu estava perdendo tempo sentindo aquilo tudo. Pela primeira vez na vida, eu parei e falei: eu preciso respirar, eu preciso sentir. E foi muita terapia“, explicou.

Sthefany Brito com os filhos – Foto: Instagram

Maternidade sem culpa

Buscar ajuda médica não diminuiu o afeto que ela sentia pela criança. O sentimento de culpa costuma assombrar as mulheres, mas os especialistas apontam que é preciso separar a doença do amor materno.

“Eu estava vivendo o grande sonho da minha vida. Eu falo que nasci pra ser mãe, era meu maior papel. Mas aí me vi chorando sem parar. Era um turbilhão de sentimentos, hormônio, pandemia… juntou tudo. Felizmente, soube lidar e busquei ajuda“, garantiu ela nas aspas reproduzidas pelas fontes.

Família completa

Hoje, o cenário é de estabilidade e a casa está mais cheia. Depois de Antônio Enrico, que já está com cinco anos, ela teve Vicenzo em setembro de 2024. A jornada continuou e a família recebeu recentemente o terceiro menino, Filippo, no começo de junho de 2026. A troca de ideias sobre esse tema mostra que falar de saúde mental na formação da família é um passo essencial para uma sociedade mais acolhedora com as mães.

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GABRIELA CUNHA é jornalista graduada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM). Especialista em entretenimento, atua na cobertura editorial de televisão, celebridades e comportamento, com foco em notícias e análises




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