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Flávio quer suspeição de Moraes para julgar pedido para investigar elo com Vorcaro

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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, entrou com uma arguição de suspeição no Supremo Tribunal Federal contra o ministro Alexandre de Moraes apontando o que considera ligação do magistrado com o Banco Master.  O objetivo de Flávio é impedir que Moraes avalie petição para inclusão da investigação sobre sua ligação com o banqueiro Daniel Vorcaro no inquérito que apura coação e obstrução de Justiça por seu irmão, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL).

No dia 18 de maio, o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) entrou com um requerimento pedindo a inclusão do episódio envolvendo Flávio e Vorcaro no inquérito 4995, que apura se Eduardo Bolsonaro, com suas ações nos Estados Unidos contra autoridades brasileiras, tentou coagir o Judiciário durante o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro. Réu, Eduardo será julgado no próximo dia 16 de junho — ele é representado no processo pela Defensoria Pública da União, já que não indicou advogado.

Áudios revelados pelo site The Intercept mostram que Flávio pediu dinheiro a Vorcaro para financiar o filme Dark Horse, uma cinebiografia sobre o seu pai. O valor total seria de 134 milhões de reais, dos quais 61 milhões de reais já teriam sido pagos. No decorrer das revelações, surgiram evidências de que parte do dinheiro passou por um fundo no Texas administrado por um advogado ligado a Eduardo Bolsonaro.

Para Lindbergh Farias, isso mostra que os recursos podem ter sido usados por Eduardo para a sua campanha de pressão sobre as autoridades, que o alvo da investigação no inquérito relatado por Alexandre de Moraes. No pedido, o deputado petista pede, inclusive, para que informações coletadas em investigações sobre o Banco Master sejam compartilhadas com o inquérito cujo alvo é Eduardo.

Na petição apresentada esta semana, Flávio contesta. “O deputado federal Lindbergh Farias apresentou ‘petição incidental de comunicação de fatos supervenientes, requerimento de ampliação objetiva e subjetiva do escopo investigatório, compartilhamento de provas e adoção de medidas cautelares’. Em seu arrazoado, composto por inúmeras ilações desconexas da realidade e carentes de rigor lógico, o parlamentar apontou a necessidade de investigar suposta ‘conexão entre a atuação internacional de Eduardo Bolsonaro contra autoridades brasileiras, a campanha estrangeira de sanções pessoais, restrições de vistos e tarifas econômicas contra o Brasil, e a revelação de uma engrenagem financeira paralela, operada sob o pretexto de financiamento de obra audiovisual sobre Jair Bolsonaro, com valores milionários negociados por Flávio Bolsonaro junto a Daniel Vorcaro, então controlador do Banco Master, em benefício da campanha por anistia em favor de Jair Messias Bolsonaro’, diz trecho da petição apresentada por Flávio.

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O impacto do escândalo de Flávio nas pesquisas

Além de questionar o pedido de Lindbergh, que, para Flávio, pretende ampliar indevidamente o escopo do inquérito contra Eduardo, o senador justifica a necessidade de suspeição de Moraes. “No entanto, o Exmo. Min. Alexandre de Moraes é, s.m.j., suspeito para processar e julgar fatos relacionados a Daniel Vorcaro e o Banco Master, em virtude de relação existente entre Sua Excelência e o então controlador do Banco Master”, aponta Flávio na petição.

E cita o contrato que o escritório da esposa de Moraes, Viviane Barci, tinha com o Banco Master, “Conforme noticiado pelos meios de comunicação, o Banco Master, controlado por Daniel Vorcaro, celebrou contrato com o escritório de advocacia da esposa do Exmo. Min. Alexandre de Moraes. De acordo com nota apresentada pelo próprio escritório, os serviços foram efetivamente prestados de fevereiro de 2024 a novembro de 2025. (…) Nesse contexto, o fato de a esposa do Exmo. Min. Alexandre de Moraes ser advogada do Banco Master parece retirar de Sua Excelência a imparcialidade necessária para processar e julgar o requerimento formulado pelo deputado”, afirma.

Por fim, Flávio pede que o requerimento de Lindbergh seja apensado a outro inquérito, o 5026, sob a relatoria do ministro André Mendonça, que apura as suspeitas envolvendo a negociação de compra do Banco Regional de Brasília (BRB) pelo Banco Master. o inquérito originário nº 4.995/DF. Explica-se

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