Capital brasileira dos óvnis é em Goiás e pouca gente sabe; veja

Nos últimos dias viralizou nas redes sociais o caso do influenciador que ficou assustado ao ver luzes misteriosas no céu do Paraná. Mas, mesmo com o assunto extraterrestre em destaque, pouca gente sabe, mas a capital brasileira dos óvnis é em Goiás! No coração do cerrado, a cidade goiana é um dos principais destinos de turismo ufológico do Brasil, reúne relatos de avistamentos de luzes e objetos voadores não identificados, atraindo ufólogos e visitantes.
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A Chapada dos Veadeiros, no coração do Cerrado, é um dos principais destinos de turismo ufológico do Brasil, e Alto Paraíso de Goiás se destaca nesse ramo.
Conhecido como a “capital dos OVNIs”, o município de Alto Paraíso de Goiás, na Chapada dos Veadeiros é o ponto central quando se fala em casos de ETs no Brasil. Por lá, até o “fim do mundo” já rendeu grande bafafá. Há também quem acredite que a região abrigue até um portal capaz de levar diretinho ao Peru. Veja abaixo!
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Goiás é um dos estados com mais ocorrências
Dados do Comando da Aeronáutica Brasileira indicam que, entre 1954 e 2018, Goiás foi o sexto estado brasileiro com mais registros de ocorrências aéreas não identificadas, grande parte concentrada na região da Chapada. Em Alto Paraíso, alguns dos registros descrevem luzes no céu com movimentos rápidos e irregulares.
Para muitos visitantes, a Chapada dos Veadeiros representa um lugar de conexão espiritual, onde natureza exuberante e misticismo se unem. Locais como o Vale da Lua, famoso por suas formações rochosas que lembram a superfície lunar, reforçam essa atmosfera.
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Em reportagem do O Globo, de 15 de dezembro de 2012, o ufólogo João Tadeu Severo afirmou que uma visita a Alto Paraíso pode virar a cabeça de qualquer um. “Se você tiver tendência de ser doido, endoida. Se tiver tendência a virar a mão, vira baitola. Se chega macho, fica feroz. Solteiro, casa. Casado, separa. É tudo devido à energia do cristal“.
Portal para Machu Picchu
Entre as explicações mais populares para o misticismo que envolve a capital brasileira dos óvnis está a grande concentração de quartzo no solo da região. Segundo histórias locais, essa base cristalina teria 4 mil metros quadrados e explicaria desde brilhos visíveis até da órbita terrestre até a sensação de uma intensa vibração energética capaz de potencializar experiências espirituais, meditações e até fenômenos inexplicáveis.
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Outro elemento que reforça essa aura mística é o chamado Paralelo 14, uma linha imaginária que corta o planeta e passa tanto por Alto Paraíso de Goiás quanto por Machu Picchu, no Peru. Para muitos, a ligação não seria mera coincidência, mas sim um indicativo de uma conexão energética, capaz de levar simbolicamente — ou até fisicamente — às terras peruanas. Algumas pessoas sugerem ainda a existência de um portal interdimensional, associado a relatos de curas milagrosas e expansão da consciência.
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Aqui o fim do mundo é o maximo
Na virada de 1999 para 2000, espalhou-se a ideia de que o mundo estaria à beira do fim, mas muitos acreditavam que a região seria poupada do apocalipse. A teoria partia da comunidade religiosa Cavaleiros de Maytrea, que acreditava num tsunami global.
A Chapada dos Veadeiros, por estar a cerca de 1.700 metros de altitude, no ponto mais alto do Planalto Central e no coração do continente, resistiria à catástrofe. O resultado? Uma romaria de curiosos, místicos e desesperados migrou para a cidade em busca de salvação.

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A crença fez a venda de terrenos disparar, as pousadas esgotarem as reservas, e a prefeitura chegou a orientar a população a estocar alimentos, temendo um desabastecimento. A dúvida não era se o fim do mundo viria, mas se o município conseguiria resistir à invasão de turistas. A estimativa da prefeitura era a chegada de cerca de dez mil visitantes a uma cidade que, à época, tinha sete mil habitantes.
O saldo na capital brasileira dos óvnis foi uma crise de abastecimento nos supermercados, apagões provocados pela sobrecarga elétrica, hotéis — muitos deles decorados com bonecos de extraterrestres — completamente lotados e pousadas que precisaram contratar geradores de energia.
Na época, ruas foram interditadas para conter o fluxo intenso de carros, hospitais da região reforçaram os plantões e o efetivo policial foi ampliado. Mas também houve a parte divertida: diversas festas temáticas, como um baile batizado de “O dia em que a Terra parou”.
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Capital brasileira dos óvnis é em Goiás
Por causa de todo esse histórico, Alto Paraíso de Goiás chegou a dar um passo para se tornar de verdade a “Capital dos Óvnis” do Brasil. Em 2024, o deputado estadual George Morais (PDT-GO) apresentou um projeto de lei com o objetivo de reconhecer oficialmente a fama ufológica do município. Em outubro daquele ano, a proposta foi analisada pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ). Para virar lei, no entanto, ainda dependeria de aprovação em plenário e da sanção do governador.
Morais defendeu que o título poderia impulsionar o turismo e fortalecer a economia local. Parte da população, porém, questionou os impactos da medida. Nas redes sociais, circulou uma petição pedindo a suspensão da tramitação. O projeto acabou arquivado em novembro de 2024, sem chegar à votação em plenário.
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Estacionamento de naves
Alto Paraíso também se consolidou como palco de eventos dedicados à ufologia, fortalecendo o turismo temático ligado a fenômenos extraterrestres. Entre 17 e 19 de janeiro de 2025, por exemplo, a Chapada dos Veadeiros reuniu grandes nomes da área durante o Encontro de Ufologia Chapada dos Veadeiros, cujos ingressos chegaram a custar R$ 200 na última semana de vendas.
Além dos eventos, o Turismo UFO, com guias especializados que promovem observações noturnas do céu, atrai visitantes do Brasil e do exterior interessados em vivenciar a atmosfera “alienígena” que transformou Alto Paraíso em um dos destinos mais emblemáticos do turismo ufológico no país.
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