Senado recusa pedido de retirada de apoio a projeto alternativo ao fim da 6×1

O Senado recusou oficialmente o pedido dos senadores Romário (PL-RJ) e Zequinha Marinho (Podemos-PA) para retirar o apoio à proposta de emenda à Constituição que permite a contratação por hora trabalhada, apresentada pela oposição como contraponto à PEC do fim da escala 6×1.
Apelidada por bolsonaristas de “PEC da Liberdade”, a proposta foi registrada pelo líder da oposição no Senado e coordenador da pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência, Rogério Marinho (PL-RN), com o apoio de outros 40 senadores.
Mas parlamentares admitem que a repercussão nas redes sociais tem sido a pior possível. Romário e Zequinha foram a público afirmar que vão apoiar o fim da escala 6×1 e que só assinaram a PEC de Marinho para que o debate não fosse interditado.
O senador Cleitinho (Republicanos-MG) também afirmou durante a sessão do plenário da última terça-feira (2) que estava sendo vítima de fake news, que jamais votaria contra os direitos dos trabalhadores e que deixaria de assinar a PEC de Marinho por conta do mal-entendido.
O regimento do Senado só permite a retirada de assinaturas quando a PEC ainda não foi publicada —o que não é o caso. Gabinetes que pediram oficialmente a remoção receberam, como resposta, um aviso de “recusado”.
Marinho acionou a AGU (Advocacia-Geral da União) nesta segunda-feira (8) pedindo providências contra o ministro Guilherme Boulos (Secretaria-Geral da Presidência) e cinco parlamentares sob a alegação de que eles promovem desinformação sobre a “PEC da Liberdade”.
“Em síntese, referidos parlamentares de esquerda inundaram suas redes sociais usando fake news para afirmar que a PEC 16/2026 criaria uma suposta “escala 7×0″, acabaria com a CLT, extinguiria o salário-mínimo e retiraria direitos dos trabalhadores”, diz trecho do ofício.
Também são citados no pedido enviado à AGU os deputados federais Rogério Correia (PT-MG), Alencar Santana (PT-SP), Érika Hilton (PSOL-SP) e Lindbergh Farias (PT-RJ), além do senador Fabiano Contarato (PT-SE).
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Folha de São Paulo



