Ala do TSE tenta encontrar ‘meio termo’ para decisão de Nunes Marques que censurou pesquisa eleitoral

Uma ala de ministros do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) defende que se encontre um “meio termo” para a decisão do presidente da corte, Kassio Nunes Marques, que censurou a divulgação da pesquisa Atlas Intel após pedido do senador Flávio Bolsonaro (PL).
Apesar de admitirem que é preciso impor certos limites às pesquisas eleitorais, a avaliação de integrantes da corte eleitoral é que a liminar “não pegou bem” e que é preciso corrigir a rota a tempo.
O temor é que o assunto vá parar no STF (Supremo Tribunal Federal). Para evitar uma intromissão de outro tribunal e um desgaste na relação com Nunes Marques, os ministros trabalham para garantir uma decisão mais equilibrada.
O sentimento é que se a liminar for mantida, abre-se um precedente perigoso para derrubar outras pesquisas. Se a decisão cair, o presidente da corte fica isolado em ano eleitoral.
Em qualquer uma das hipóteses, uma fonte diz sob reserva que será um verdadeiro “terremoto”.
Uma alternativa em estudo é um pedido de vista, o que adiaria uma definição sobre o tema. O mérito da ação, no entanto, ainda será julgado em outra sessão.
Neste caso, o TSE vai se debruçar sobre a atuação da corte sobre pesquisas eleitorais.
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Folha de São Paulo


