Brasil entrega nova remessa de sementes ao maior banco genético do mundo

Uma nova remessa de sementes do Brasil foi entregue nesta quarta-feira (10), ao Banco Mundial de Sementes de Svalbard, na Noruega. A presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, foi até a sede da estrutura, que também é conhecida como “cofre do juízo final” ou “Arca de Noé das plantas”, para levar amostras de caju, fava, amendoim, mamona e gergelim.
As sementes vão se somar aos 8.125 materiais já depositados pela estatal no silo norueguês, considerado a maior reserva de segurança agrícola do planeta e que existe para proteger a biodiversidade diante de ameaças como guerras, mudanças climáticas e pragas.
O cofre conserva atualmente cerca de 1,38 milhão de amostras de sementes de mais de 5 mil espécies, originárias de 223 países e territórios. Como os envios não são feitos diretamente pelos governos nacionais, as amostras chegam ao banco por meio de aproximadamente 120 instituições de pesquisa e bancos genéticos distribuídos em mais de 85 países.
“Essa iniciativa reforça o compromisso da ciência brasileira com a segurança alimentar, a preservação dos recursos genéticos e a capacidade de responder aos desafios impostos pelas mudanças climáticas. Ao levarmos para Svalbard materiais desenvolvidos no Brasil, mostramos ao mundo a relevância da nossa pesquisa agropecuária e a contribuição da Embrapa para uma agricultura cada vez mais sustentável, resiliente e inovadora”, disse Silvia.
Em Brasília, a Embrapa mantém o maior banco de sementes do país e da América Latina e um dos maiores do mundo, com quase 126 mil amostras de 1.213 espécies.
A caixa-forte brasileira, na sede da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, conserva as sementes a 18ºC abaixo de zero, em condições semelhantes às do banco norueguês, garantindo que permaneçam viáveis por dezenas ou centenas de anos.
Atualmente, o banco genético vegetal da Embrapa tem capacidade para conservar 600 mil amostras de sementes em quatro câmaras frias. Há ainda uma área para a instalação de outras duas câmaras, ampliando a capacidade de armazenamento para até 900 mil amostras.
Globo Rural



