Política

PF rejeita pela 2ª vez delação de Daniel Vorcaro

A Polícia Federal (PF) rejeita nesta quinta-feira (11) a segunda proposta de delação premiada apresentada pelo banqueiro Daniel Vorcaro. Ele foi preso no âmbito da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes no sistema financeiro do país, e esta é a segunda vez que a corporação recusa um acordo de colaboração proposto pelo empresário.

+ Defesa de Vorcaro entrega nova proposta de delação à PF e à PGR

O que aconteceu

  • A Polícia Federal recusa, pela segunda vez, a proposta de delação premiada do banqueiro Daniel Vorcaro.
  • A decisão da PF já foi informada ao ministro André Mendonça, relator das investigações no Supremo Tribunal Federal (STF).
  • Vorcaro está preso desde 4 de março, quando foi alvo da terceira fase da Operação Compliance Zero.

A decisão da Polícia Federal já foi comunicada ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que atua como relator das investigações. A Procuradoria-Geral da República (PGR) ainda prossegue na análise da proposta de colaboração do banqueiro, sem uma manifestação definitiva até o momento.

As razões detalhadas para a recusa do acordo permanecem sob sigilo e não foram divulgadas oficialmente pela corporação. A falta de transparência sobre os motivos levanta questões sobre os critérios utilizados pela PF em negociações de delação.

Por que a delação foi rejeitada?

No mês anterior, quando a primeira proposta de Daniel Vorcaro foi rejeitada, os investigadores da Polícia Federal indicaram que o banqueiro não apresentou informações inéditas. Além disso, segundo a PF, ele não assumiu a autoria dos crimes que lhe são imputados, fator crucial para a aceitação de um acordo de colaboração.

Desde 4 de março, Daniel Vorcaro permanece detido, tendo sido alvo da terceira fase da Operação Compliance Zero. Esta operação da PF investiga supostas fraudes financeiras envolvendo o Banco Master e a tentativa de compra da instituição pelo Banco Regional de Brasília (BRB), um banco público vinculado ao Governo do Distrito Federal (GDF). Desde sua prisão, o banqueiro tem buscado ativamente um acordo de delação premiada como estratégia jurídica.

Qual a situação atual do banqueiro?

Atualmente, o banqueiro está sob custódia em uma sala especial na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, condição que permite maior controle e segurança durante o processo de investigação e negociação de possíveis acordos.

*Com Agencia Brasil


IstoÉ

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