Veja até onde chegou cada seleção da Copa – 12/06/2026 – Esporte

Mais de metade das seleções da Copa do Mundo de 2026 tiveram sua melhor participação no torneio a partir de 2002. Dos 44 países que disputam pelo menos a segunda Copa este ano, 25 registraram o melhor resultado em alguma das últimas seis edições.
Apenas Brasil e Alemanha tiveram melhor desempenho distribuído ao longo de meio século, com o primeiro título nos anos de 1950 e o último após a virada para o ano 2000.
A Argentina também mantém distribuição longa de resultados, com o título mais antigo de 1978 e o mais recente de 2022.
Com quatro vice-campeonatos, a Alemanha é a seleção que mais ficou em segundo lugar na competição. Já a Holanda, que chegou longe antes e depois dos anos 2000, nunca levou o título.
O país é, junto com a Argentina, o “vice-campeão dos vices”. São três finais e três vice-campeonatos, seu melhor resultado até hoje.
A icônica seleção apelidada de Carrossel Holandês chegou a duas finais, com as estrelas do time Johan Cruyff (1974) e Rob Rensenbrink (1974, 1978). Mais fresco na memória dos brasileiros estão Wesley Sneijder e Arjen Robben, que já entraram em campo contra o Brasil e ajudaram a Holanda a chegar à sua terceira final, em 2010.
Algumas zebras puderam sonhar com o título, como a Croácia, vice-campeã em 2018, e o Marrocos, quarto lugar em 2022. Naquele ano, Luka Modrić foi a estrela do time croata e levou a bola de ouro da Fifa como melhor jogador.
Já o Marrocos encantou com o lateral Achraf Hakimi, que conquistou o bicampeonato da Liga dos Campeões com o Paris Saint-Germain, o meia Hakim Ziyech e o goleiro Yassine Bounou.
Em 2026, Hakimi e Bounou voltam a campo para defender o legado da última Copa, quando o Marrocos foi a primeira seleção africana a chegar às semifinais.
Em 2002, foi a vez da Turquia e da Coreia do Sul surpreenderem, terminando em respectivos 3º e 4º lugar. Na ocasião, a Turquia voltava às Copas depois de 68 anos. No grupo do Brasil, perdeu o primeiro jogo contra a seleção brasileira por 2 a 1, com gols de Ronaldo, Rivaldo e Hasan Şaş.
Encontrou novamente o Brasil na semifinal. Com o gol de Ronaldo, a Turquia perdeu a vaga na final para o campeão daquele ano, mas fez história ao conquistar o 3º lugar sobre a Coreia do Sul.
O 4º lugar foi a melhor participação em Copas para a Coreia do Sul, anfitriã de 2002. Uma das estrelas do time foi o atacante Ahn Jung-hwan, que marcou em momento decisivos, em um deles eliminando a Itália nas oitavas de final. Ele tem três gols pela seleção, um recorde no país, empatado com o atacante Son Heung-mi.
O ex-zagueiro Hong Myung-bo, atual técnico da equipe, também estava no time que levou a Coreia um degrau acima na história das Copas.
Entre as seleções que alcançaram seu melhor resultado antes dos anos 2000, estão a vice-campeã de 1958, Suécia, e a campeã de 1966, Inglaterra, além do México, 6º lugar em 1986, e Portugal, 3º lugar em 1966.
Mas predominam neste grupo países com pouca tradição no futebol, como Estados Unidos, Egito, Áustria, Haiti e República Democrática do Congo (antigo Zaire).
No ano de melhor desempenho, em 1966, a Inglaterra levou seu único título em Copas. Na final, o centroavante Geoff Hurst protagonizou um dos gols mais polêmicos da história do torneio. Por décadas, a legalidade do gol do título sobre a Alemanha foi questionada e as imagens estão entre as mais reproduzidas na história do futebol.
Entre as melhores campanhas da Argentina, 1986 também foi palco de um dos lances mais lembrados das Copas. Na final contra a Inglaterra, Diego Maradona marcou os famosos “gol da mão de Deus” e “gol do século”, icônicas jogadas do craque argentino.
Também inesquecível para os brasileiros, o gol de Alcides Ghiggia levou o Uruguai ao seu ápice em Copas do Mundo, com o bicampeonato no “Maracanazo” de 1950.
No caso da tetracampeã Alemanha, o título de 1954 é um dos mais emblemáticos. Ficou conhecido como o “Milagre de Berna”, porque o país foi a zebra do campeonato e ganhou a final de virada contra a Hungria, uma potência do futebol àquela época.
Mas nem todos os heróis das Copas foram marcados por títulos e êxitos. Jogadores como Emmanuel Sanon, do Haiti, Hassan Rowshan e Ali Parvin, do Irã, foram ídolos por ajudarem sua equipe a chegar ao Mundial, mesmo terminando nas últimas posições, em 1974 e 1978, respectivamente.
Vinte anos depois, o Irã convocou um de seus maiores artilheiros, Sardar Azmoun, que quase levou o país à fase de mata-mata. A Copa de 1998 foi o melhor resultado do Irã, que terminou em vigésimo entre 32 equipes.
Nomes como Keisuke Honda (2010), James Rodríguez (2014) e Asamoah Gyan (2010) também são lembrados por levarem seus países um pouco mais longe na história do futebol, mesmo sem conquistar o título. Nos respectivos anos, Japão (9º), Colômbia (5º) e Gana (7º) terminaram no top 10, registrando sua melhor colocação na história das Copas.
Dos 48 países participantes do Mundial deste ano, quatro são estreantes: Cabo Verde, Curaçau, Jordânia e Uzbequistão.
Esporte / Folha de São Paulo



