Política

Pesquisas eleitorais: como está a disputa Lula x Flávio na semana do novo Datafolha

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O Instituto Datafolha registrou no Tribunal Superior Eleitoral uma nova pesquisa nacional sobre a corrida presidencial de 2026. O levantamento será realizado entre os dias 17 e 19 de junho, com 2.004 entrevistas em todo o país, e deve ser divulgado a partir de sexta, 19. Além das intenções de voto para a Presidência da República, o instituto irá medir aprovação do governo Lula, percepção sobre economia e segurança pública, avaliação dos candidatos, rejeição eleitoral e cenários de segundo turno.

O questionário também inclui perguntas sobre o impacto de um eventual apoio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a candidatos brasileiros — tema que ganhou relevância após a crise comercial aberta pelas novas tarifas anunciadas por Washington.

A divulgação ocorrerá em um momento particularmente importante da pré-campanha, após uma sequência de pesquisas que mostraram ampliação da vantagem de Lula sobre o senador Flávio Bolsonaro.

O que mostrou a pesquisa Quaest divulgada nesta semana?

A mais recente fotografia nacional da disputa foi apresentada pela Genial/Quaest na quarta-feira, 10. No principal cenário de primeiro turno, Lula manteve 39% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro recuou de 33% para 29%. A diferença entre os dois chegou a dez pontos percentuais. Atrás dos líderes aparecem Ronaldo Caiado (3%), Renan Santos (3%), Romeu Zema (2%) e Aécio Neves (2%).

Outro dado relevante foi o crescimento dos indecisos. O grupo passou de 5% para 10% do eleitorado, sugerindo que parte dos eleitores que deixaram de apoiar Flávio ainda não migrou para outro candidato.

O impacto do escândalo de Flávio nas pesquisas

Como está hoje o cenário de segundo turno?

A Quaest mostrou Lula com 44% das intenções de voto contra 38% de Flávio Bolsonaro. Em relação ao levantamento anterior, divulgado em maio, o presidente avançou dois pontos percentuais, enquanto o senador perdeu três.

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O resultado reforçou uma tendência observada também por outros institutos. Nas últimas semanas, a Real Time Big Data apontou Lula com 45% contra 40% de Flávio no segundo turno. A BTG Nexus registrou vantagem de 47% a 43% para o presidente. Já a Meio/Ideia mostrou placar de 46,5% a 41,4%.

Embora as diferenças metodológicas impeçam comparações lineares entre os institutos, o conjunto dos levantamentos tem apontado movimento semelhante: melhora dos indicadores de Lula e dificuldades crescentes para a campanha do senador do PL.

O caso Master continua produzindo efeitos?

Essa é uma das principais perguntas que o Datafolha ajudará a responder. A Quaest mostrou que o desgaste provocado pelo episódio envolvendo Daniel Vorcaro e o Banco Master permanece vivo no debate eleitoral.

Segundo o instituto, 65% dos entrevistados consideram que Flávio errou ao pedir apoio financeiro ao ex-banqueiro para o projeto cinematográfico Dark Horse. Além disso, 60% classificam como suspeitas as conversas entre os dois e 58% acreditam que o senador pode estar ocultando algum grau de envolvimento no caso.

Os números ajudam a explicar por que parte dos eleitores conservadores deixou de migrar para outros candidatos da direita e preferiu permanecer entre indecisos, brancos e nulos.

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A crise com os Estados Unidos alterou a disputa?

O novo Datafolha também poderá mostrar os primeiros reflexos mais consolidados da crise diplomática envolvendo Brasil e EUA. Na pesquisa Quaest, 47% dos entrevistados afirmaram concordar com Lula quando o presidente responsabiliza Flávio pela ameaça de novas tarifas americanas sobre produtos brasileiros. Já 35% disseram concordar com a versão apresentada pelo senador.

Outro dado chamou atenção: 47% apontaram Lula como quem melhor representa os interesses nacionais nesse episódio, contra 37% que preferiram Flávio. Como o Datafolha incluiu perguntas específicas sobre eventual apoio de Trump a candidatos brasileiros, o levantamento poderá oferecer uma leitura inédita sobre o impacto eleitoral desse tema.

Existe hoje uma alternativa ao duelo Lula x Flávio?

Até o momento, os números continuam apontando para uma disputa fortemente polarizada. Apesar das oscilações negativas registradas nas últimas semanas, Flávio Bolsonaro segue muito à frente dos demais nomes da oposição.

Caiado, Zema, Renan Santos e outros presidenciáveis permanecem distantes dos dois líderes em praticamente todos os levantamentos nacionais. Esse cenário ajuda a explicar por que Lula e Flávio continuam concentrando a maior parte da atenção dos eleitores e do debate político.

O que observar quando o Datafolha for divulgado?

Três pontos merecem atenção especial:

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1. Se a vantagem de Lula continuará crescendo

A sequência recente de pesquisas mostrou ampliação da distância entre os dois principais candidatos. O Datafolha indicará se esse movimento permanece ou se houve estabilização.

2. O tamanho do desgaste de Flávio Bolsonaro

Mais importante que a intenção de voto pode ser o comportamento da rejeição e dos eleitores independentes, grupo decisivo para a definição da eleição.

3. O impacto do tarifaço de Trump

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Será a primeira grande pesquisa nacional a medir de forma mais abrangente como o eleitor está interpretando o embate entre Lula, Flávio Bolsonaro e o governo americano.

Qual é o retrato da corrida presidencial neste momento?

A fotografia captada pelas pesquisas desde maio mostra Lula vivendo seu melhor momento eleitoral desde o início da pré-campanha e Flávio Bolsonaro enfrentando a fase mais delicada de sua candidatura. Ainda assim, a polarização continua dominante.

Mesmo após perder terreno nas últimas rodadas, o senador permanece como o único nome da direita capaz de rivalizar diretamente com o presidente nas simulações de primeiro e segundo turno.

A pesquisa Datafolha da próxima semana será, portanto, um dos testes mais importantes do ano para avaliar se a recuperação de Lula se consolidou, se o desgaste de Flávio continua avançando e se a disputa presidencial seguirá concentrada entre PT e bolsonarismo.

VEJA+IA: Este conteúdo de pesquisas foi produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

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