Aos 45 anos, galã de novelas cria o próprio refúgio para educar filhas sozinho após morte da ex

A paternidade solo é um caminho de adaptação diária. Para um ator, essa realidade começou de forma inesperada. A rotina mudou por completo quando ele precisou assumir de vez a criação de suas duas filhas adolescentes. A história desse pai levanta um debate sobre o papel do homem na educação e no acolhimento familiar, mostrando que a presença é fundamental para superar momentos difíceis de perda.
A reviravolta aconteceu após a morte da ex-mulher, vítima de um problema congênito. As filhas, que viviam em Brasília com a mãe, precisavam do pai. Em entrevista registrada pela Revista Quem, ele detalhou a reação que teve ao receber a notícia: “Na hora que soube o que tinha acontecido, pensei: ‘As meninas! Estou indo amanhã pegar as minhas filhas’”. Para oferecer um ambiente de apoio prático, ele voltou a morar no condomínio de sua infância no Rio de Janeiro. A mudança trouxe a ajuda de vizinhos e antigos conhecidos para estruturar a vida das jovens.
O cuidado, neste caso, vem de berço. Chegando aos 45 anos com uma carreira consolidada, o dono desta história é Rocco Pitanga. Ele cresceu vendo o pai, Antônio Pitanga, assumir a guarda sua e de sua irmã, Camila Pitanga.
A Wikipédia aponta que a separação dos pais ocorreu em 1986. Na época, a mãe, lidando com depressão, preferiu voltar para São Paulo para cuidar da saúde, deixando os filhos sob a guarda do pai em uma decisão amigável.
“Eu fui criado por meu pai e minha irmã. Nunca tive dúvidas em ficar com minhas filhas. Tive esse modelo em casa”, explicou ele à Quem. A vivência com um pai solo moldou a forma como Rocco encara a educação de Amanda e Bruna hoje.
Adaptações na rotina e convivência
A vida em família exigiu jogo de cintura. Ele precisou encontrar um meio-termo entre ser o pai de fim de semana e assumir a responsabilidade do dia a dia. A alimentação da casa mudou e ele adotou novos hábitos para incentivar as filhas. “Amanda e Bruna me fizeram comer jiló e berinjela, porque tenho que dar exemplo, né?”, contou aos risos na mesma reportagem.
A rotina passou a ter refeições à mesa em conjunto, mas sem regras de hierarquia. Ele admitiu que se surpreendeu com o próprio estilo de paternidade, fugindo da cobrança extrema. Temas da adolescência feminina não são ignorados e o diálogo constante pauta o relacionamento da família.
O luto e o apoio profissional
Lidar com a perda exigiu ajuda prática e emocional. No começo, o ator resistiu, mas aceitou o conselho da irmã para buscar suporte psicológico. A terapia em família virou uma ferramenta para organizar os sentimentos e focar no saldo da convivência que as filhas tiveram com a mãe.
O distanciamento que ele e a ex-mulher mantinham antes do falecimento o fez repensar as prioridades de vida. Além disso, o apoio de parentes e amigas ajudou a responder às perguntas mais complexas da criação das meninas.
Projetos no cinema e na TV
Além da dedicação em casa, o trabalho na atuação segue seu curso normal. O currículo reúne produções populares como a novela Da Cor do Pecado e Rock Story, de acordo com informações da enciclopédia virtual. A trajetória agora abraça também o cinema nacional e outras plataformas.
Conciliar o acompanhamento de perto da juventude das filhas com a preparação de novos personagens se tornou a realidade do artista. A convivência direta construiu um profissional mais focado e um homem mais presente. Como ele próprio resume o papel das filhas em sua vida: “Elas me revolucionam”.

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