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Eles cresceram! Os dois filhos do príncipe Harry surgem em foto inédita com o pai

O príncipe Harry fez uma rara aparição ao lado dos seus dois filhos, príncipe Archie, de 7 anos, e princesa Lilibet, de 5 anos, frutos do casamento com Meghan Markle. No último domingo, 22, o hemisfério norte celebrou o Dia dos Pais e ele surgiu abraçado com seus herdeiros para comemorar a data especial.

Na foto, Harry surgiu recebendo o carinho dos filhos, que posaram de costas e não mostraram os rostos. Mesmo assim, os fãs puderam ver o quanto as crianças cresceram nos últimos tempos.

“Eles têm tanta sorte de ter você. Todos nós temos. Feliz Dia dos Pais para o nosso único e verdadeiro amor”, disse Meghan na legenda do post em homenagem ao marido.

Vale lembrar que Harry e Meghan vivem com os filhos em Montecito, uma área nobre da Califórnia, desde 2020, quando saíram do Reino Unido e do serviço como membros da realeza britânica.

Atualmente, o casal vive de uma forma diferente dos parentes deles. Eles possuem contratos comerciais, como com a Netflix para produções audiovisuais e o comércio de itens de lifestyle de Meghan, além de exercerem atividades filantrópicas.

O retorno ao Reino Unido

Em breve, o príncipe Harry deve levar sua família de volta ao Reino Unido para uma visita especial. De acordo com a BBC, o príncipe planeja aterrissar em solo britânico em Julho para participar de um evento na região. Porém, os detalhes da visita ainda não foram revelados.

Inclusive, esta seria a primeira vez de Meghan e os filhos de volta ao Reino Unido em quatro anos.

Por que Harry se recusou a levar a esposa e os filhos para o Reino Unido até agora?

A ausência de Meghan Markle e dos pequenos Archie e Lilibet Diana em solo britânico tem sido um dos temas mais debatidos e cercados de especulações na cobertura da família real. Desde que o duque e a duquesa de Sussex decidiram se afastar de suas funções reais e fixar residência na ensolarada Montecito, na Califórnia, as viagens de Harry à sua terra natal tornaram-se solitárias. Longe de ser apenas um capricho ou uma escolha baseada em mágoas familiares, a decisão de não levar a esposa e os filhos para o Reino Unido está ancorada em um complexo e tenso impasse judicial e de segurança.

O principal motivo que impede o príncipe Harry de viajar com sua família para o Reino Unido é a perda do direito à proteção policial automática oferecida pelo Estado britânico. Em 2020, quando o casal anunciou o desligamento institucional da monarquia, o Comitê Executivo para a Proteção de Realeza e Figuras Públicas (RAVEC) retirou a segurança armada oficial dos Sussex, que era financiada pelos contribuintes.

Inconformado com a decisão, Harry iniciou uma longa e desgastante batalha judicial contra o Ministério do Interior britânico. O príncipe argumentou que a segurança privada que ele utiliza nos Estados Unidos não possui jurisdição em solo britânico, tampouco acesso às informações essenciais do serviço de inteligência do Reino Unido para prever e conter ameaças. O duque chegou a se oferecer para pagar do próprio bolso os custos da escolta policial oficial durante suas visitas, mas o pedido foi negado pela Suprema Corte de Londres, sob a justificativa de que a polícia estatal não deveria funcionar como um serviço privado para indivíduos ricos.

O medo real de ataques e a obsessão dos tabloides

A preocupação de Harry com a integridade física de sua esposa e de seus filhos não é infundada. Em depoimentos prestados à Justiça e em suas memórias detalhadas no livro Spare, o príncipe revelou o trauma profundo que carrega em relação à perseguição da imprensa — que culminou na trágica morte de sua mãe, a princesa Diana, em 1997.

Para Harry, expor Meghan e as crianças ao ambiente hostil e hipervigilante de Londres, sem o amparo de uma força de segurança governamental, é um risco inaceitável. O duque apontou que o nível de ódio direcionado à sua esposa nas redes sociais e em setores da imprensa tablóide britânica gera ameaças de morte reais e extremistas que colocam a vida de sua família em perigo constante. Ele afirmou publicamente que “basta um ator solitário” com acesso a informações sobre o paradeiro de sua família para causar uma tragédia.

O isolamento dos filhos e o distanciamento do Rei Charles III

Esse impasse logístico e de segurança cobra um preço emocional alto para a dinastia Windsor. Devido à recusa de Harry em cruzar o Atlântico com as crianças nas atuais condições, o rei Charles III e o príncipe William quase não possuem convivência com Archie e Lilibet. O monarca, que enfrenta seus próprios desafios de saúde, expressa frequentemente a interlocutores o desejo de ser um avô mais presente na vida dos netos americanos, que só se comunicam com a ala britânica da família por meio de raras chamadas de vídeo.

Meghan Markle, por sua vez, não pisa em solo britânico desde o funeral de estado da rainha Elizabeth II, em setembro de 2022. Fontes próximas ao casal indicam que a duquesa não tem qualquer interesse em retornar a um país onde se sentiu desamparada e profundamente rejeitada pelas estruturas do palácio e pela opinião pública local, preferindo focar na criação dos filhos na segurança de sua comunidade na Califórnia.

Os pilares que sustentam o exílio dos Sussex na Califórnia

Falta de imunidade diplomática: Sem o status de membros ativos da realeza, os Sussex perdem privilégios de proteção internacional automatizada em solo europeu.

  • Riscos de segurança documentados: O ex-chefe da contraterrorismo da polícia de Londres confirmou publicamente que Meghan enfrentou ameaças de morte “repugnantes e muito reais” de grupos supremacistas enquanto morava no Reino Unido.
  • Proteção à infância: Harry e Meghan optaram por dar aos filhos uma rotina americana comum, longe dos protocolos rígidos e do escrutínio diário que cercam os primos George, Charlotte e Louis em Londres.
  • Sem residência oficial: Com a devolução compulsória das chaves de Frogmore Cottage (a antiga residência do casal em Windsor) a pedido do Rei, a família não possui mais uma base segura e blindada para se hospedar no país.

O príncipe Harry já deixou claro que sua prioridade absoluta é a proteção de seu núcleo familiar, mesmo que isso custe o aprofundamento do distanciamento de suas raízes. Enquanto a Justiça britânica não oferecer garantias que satisfaçam os critérios de segurança exigidos pelo duque, a rainha Lilibet e o príncipe Archie continuarão crescendo como cidadãos estritamente californianos, mantendo a ponte entre os Sussex e o Palácio de Buckingham permanentemente interditada.

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