Expulsão de Almíron pela “Lei Vinicius”, entenda a regra

A nova regra implementada pela Fifa para a Copa do Mundo de 2026 ganhou os holofotes na última semana após a expulsão do paraguaio Miguel Almirón, no confronto entre Paraguai e Turquia. O meia se tornou o primeiro atleta da história a receber cartão vermelho por cobrir a boca durante uma discussão com um adversário, situação que passou a ser considerada infração passível de expulsão nesta edição do torneio.
A expulsão
O lance aconteceu nos acréscimos do primeiro tempo. Após uma troca de provocações com o turco Mert Müldür, Almirón levou a mão à boca enquanto falava com o rival. O árbitro Iván Barton foi chamado pelo VAR, revisou as imagens e aplicou o cartão vermelho direto ao jogador paraguaio, mesmo sem que o conteúdo da conversa fosse conhecido. A decisão surpreendeu atletas, torcedores e comentaristas, já que a punição ocorreu exclusivamente pelo gesto de esconder a boca em um contexto de confronto.
A expulsão rapidamente tomou conta das redes sociais e dos programas esportivos ao redor do mundo. Enquanto parte da opinião pública defendeu a aplicação rigorosa da nova norma como ferramenta de combate a ofensas racistas, discriminatórias e abusivas, outros questionaram a severidade da punição, argumentando que não houve comprovação sobre o que foi dito por Almirón. A regra passou a ser um dos assuntos mais comentados da Copa do Mundo após o episódio.
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Repercussão
A medida foi criada após o caso envolvendo Vinicius Júnior e Gianluca Prestianni, quando o argentino foi acusado de proferir ofensas discriminatórias enquanto escondia a boca com a camisa durante uma discussão em uma partida da Liga dos Campeões. Deste modo, dificuldade para identificar o que havia sido dito motivou a IFAB e a Fifa a criarem uma punição específica para esse tipo de situação.
Entre os que saíram em defesa da medida está o australiano Jackson Irvine. Em entrevista coletiva, o meio-campista afirmou que os atletas foram orientados previamente sobre a nova determinação e citou diretamente o caso envolvendo Vinicius Júnior.

“Eu sei que isso vai ser controverso de certa forma porque a gente não sabe a natureza do que foi o comentário, mas quando você olha para o que aconteceu no passado, especialmente com o que aconteceu com Vini, eu acho que isso tira tudo da equação”, declarou. Irvine ainda defendeu que, se uma mensagem não pode ser dita de forma aberta, provavelmente não deveria ser dita dentro de campo.
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