Justiça amplia cobrança contra pastor Valdemiro Santiago e autoriza bloqueio de patrimônios

A disputa judicial entre o apresentador Everton Di Souza, conhecido como Fofoquito, e o líder religioso Valdemiro Santiago ganhou um novo capítulo após uma decisão favorável ao jornalista na Justiça de São Paulo. Conforme revelou o Notícias da TV, a cobrança de uma dívida que se aproxima de R$ 900 mil deixou de atingir apenas a empresa inicialmente processada e passou a alcançar também Valdemiro, sua esposa, igrejas e empresas ligadas ao grupo da Igreja Mundial do Poder de Deus. O entendimento do Judiciário foi de que existe uma integração patrimonial entre essas estruturas, permitindo que todas respondam pelo débito. Com isso, o processo entra agora na fase de execução, que pode resultar em bloqueios de contas e penhora de bens.
A ampliação da cobrança ocorreu depois que a Justiça constatou a dificuldade para localizar patrimônio suficiente em nome da empresa originalmente condenada. Segundo os documentos obtidos pelo Notícias da TV, Fofoquito sustentou que recursos financeiros e bens estariam distribuídos entre pessoas físicas, empresas e instituições religiosas vinculadas ao grupo. O magistrado acolheu esse argumento ao entender que não havia uma separação efetiva entre os patrimônios. Em entrevista ao portal, o apresentador afirmou que apenas a primeira parcela do acordo foi quitada. “Eu já tinha ganhado a causa há algum tempo e cheguei a receber um valor pequeno, coisa de R$ 100 mil. Mas a dívida foi aumentando com os anos e hoje já ultrapassa R$ 1 milhão. Então, ainda tem muito a ser pago. Nunca entendi por que não pagaram antes. Achei que, com o tempo, eles iam fazer um acordo, mas foram prolongando. Agora, a Justiça está sendo feita”, declarou.
Processo avança para fase de penhora
Apesar da longa disputa, Fofoquito afirma que não guarda ressentimentos em relação aos envolvidos, mas defende o cumprimento da decisão judicial. “Eu estou tranquilo, não tenho mágoa de ninguém. Zero. Eu sou feliz, sigo minha vida. Mas acho que o certo é o certo. A gente tem que lutar pelos nossos direitos”, afirmou. O comunicador também destacou que a Justiça reconheceu a utilização indevida de seus direitos autorais e a ausência de pagamento pelos serviços que prestou ao grupo religioso. “Agora não tem muito o que discutir. Eles têm que pagar o que devem. Cada mês que passa, o valor aumenta”, disse ao Notícias da TV.
O apresentador ainda relembrou sua ligação profissional com a instituição religiosa e afirmou que participou de diversos projetos ao lado de Valdemiro Santiago. “Eu trabalhei na Igreja Mundial, viajei com o Valdemiro, fiz documentário da vida dele, conheci a história dele de perto. E foi comprovado na Justiça que usaram a minha música. A banda deles lançou, vendeu muitas cópias, e eu já não estava mais lá. Isso tudo está no processo, com perícia, com provas”, concluiu. Segundo a defesa de Everton Di Souza, ainda existe a possibilidade de um acordo entre as partes, mas o prazo é reduzido. Enquanto isso, os novos devedores podem recorrer da decisão, embora o processo já tenha avançado para a etapa de cobrança judicial com possibilidade de bloqueio de ativos e penhora patrimonial.



