Política

Duelo presidencial chega à TV: saiba como será o horário eleitoral gratuito dos candidatos ao Planalto

A disputa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) chega nesta sexta-feira, 28, a um dos principais palcos da campanha eleitoral: o horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão. A propaganda, que será exibida até 1º de outubro, deve ampliar a ofensiva entre os dois principais candidatos, que aparecem tecnicamente empatados em um eventual segundo turno e têm índices elevados de rejeição.

Apenas quatro dos candidatos ao Palácio do Planalto terão direito aos programas em bloco e às inserções na programação das emissoras: Lula, Flávio, Ronaldo Caiado (PSD) e Augusto Cury (Avante). Os demais concorrentes não atingiram os requisitos mínimos de representação partidária no Congresso previstos na legislação eleitoral.

Quem terá mais tempo

Lula terá a maior fatia da propaganda. A coligação Brasil Pronto para Mais, formada pelo PT e os principais partidos de esquerda (PSB, PDT, PCdoB, PV, PSOL e Rede) terá 5 minutos e 31 segundos por bloco.

Flávio Bolsonaro, que concorre pelo PL sem coligação, terá 4 minutos e 20 segundos.

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Na sequência aparecem Caiado, com 2 minutos e 2 segundos, e Augusto Cury, com 35 segundos por bloco. Para os dois candidatos que ocupam as últimas posições em tempo de televisão, a estratégia é menos baseada em ataques e mais em se apresentar ao eleitor.

Quando a propaganda vai ao ar

Os programas eleitorais dos presidenciáveis e dos deputados federais serão exibidos três vezes por semana, às terças, quintas e sábados, em dois blocos de 25 minutos. Às segundas, quartas e sextas, o horário eleitoral é dedicado às campanhas para senador, deputado estadual e governador.

  • Rádio: às 7h e às 12h
  • TV: às 13h e às 20h30
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Além desses blocos principais, as campanhas terão inserções de 30 ou 60 segundos distribuídas ao longo da programação das emissoras. É nesse segundo formato que a disputa deve ganhar maior intensidade. As inserções aparecem durante a programação normal, quando o eleitor não necessariamente está esperando por uma mensagem eleitoral.

O que Lula deve mostrar

Com mais tempo de televisão, Lula deve combinar uma agenda positiva com ataques ao adversário. A campanha pretende destacar medidas e propostas do governo, como as negociações com o Congresso para zerar a chamada “taxa das blusinhas”, o fim da escala 6 x 1 e a PEC da Segurança Pública.

A estratégia também passa por temas que já vêm sendo explorados nas redes sociais, como o combate à violência contra a mulher, a queda do desemprego e a defesa da soberania nacional.

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Ao mesmo tempo, a propaganda deve ser usada para atingir Flávio. Entre os alvos estão a relação do senador com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, e a associação do candidato ao governo de Jair Bolsonaro, especialmente em temas como a condução da pandemia e a política externa.

Como será a ofensiva de Flávio

Flávio terá menos tempo que Lula, mas ainda assim uma exposição bastante superior à dos demais candidatos. Sua campanha deve concentrar a artilharia em dois temas com forte apelo cotidiano: segurança pública e custo de vida.

O senador pretende explorar o aumento dos preços dos alimentos e o endividamento das famílias, contrapondo os indicadores atuais aos do governo de seu pai. Gravações feitas para a campanha tiveram como cenário estabelecimentos comerciais e foram usadas para comparar preços de produtos da cesta básica.

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A estratégia também prevê ataques a pontos considerados vulneráveis do governo Lula, especialmente as suspeitas envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. O caso ganhou espaço no debate político e deve continuar sendo explorado pela oposição durante a campanha.

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