Política

Fux é sorteado relator de ação sobre visitas de esposa de Moraes e Vorcaro a senadores

O ministro Luiz Fux, do STF (Supremo Tribunal Federal), foi sorteado o novo relator da ação que tem como objetivo saber se a esposa do ministro Alexandre de Moraes, a advogada Viviane Barci de Moraes, e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro visitaram gabinetes de senadores entre 2019 e 2026.

Originalmente, o próprio Moraes havia sido sorteado para relatar o caso. Porém, o ministro se declarou impedido. O magistrado citou artigo do CPC (Código de Processo Civil) que diz que um juiz não pode exercer suas funções em um processo caso o cônjuge seja parte.

A ação foi apresentada pelo vereador de Curitiba e candidato a deputado federal Guilherme Kilter (Novo-PR), que pede acesso aos registros de entrada e saída de Vorcaro e Viviane do Senado.

Também foi solicitada a mesma informação sobre idas a gabinete por parte de Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Lula (PT); Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”; e o sindicalista Frei Chico, irmão de Lula. Os três tiveram os nomes citados nas investigações envolvendo o esquema de fraudes no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

Moraes e Fux integram alas opostas no Supremo. Na última semana, em sessão do STF sobre relatório da PF (Polícia Federal) que aponta Moraes como possível interlocutor de Vorcaro, Fux tomou o lado do ministro André Mendonça, então relator do caso Master no Supremo e responsável por pedir à PF a elaboração do documento.

Os dois, no entanto, já tiveram os nomes ligados a Vorcaro.

No caso de Moraes, além dos supostos diálogos com Vorcaro, a esposa do ministro firmou um contrato de R$ 131 milhões com o Master. De acordo com a PF, o documento teria sido editado pelo próprio magistrado.

Já revelações sobre Fux vieram a público nos últimos dias. Mensagens encontradas no celular do ex-banqueiro mostram diálogos com o filho do ministro, o advogado Rodrigo Fux, em que ele chama Vorcaro de “irmão”. Somado a isso, os diálogos obtidos também indicam que o dono do Master usou empresas para custear uma viagem do ministro a Nova York e um almoço em sua homenagem.


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Folha de São Paulo

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