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Preço da soja sobe no Brasil, enquanto plantio da safra ainda está lento



O preço da soja subiu na maior parte do Brasil nesta terça-feira (22/9), na contramão da bolsa de Chicago, onde os contratos da oleaginosa caíram. No campo, as lavouras da nova safra começaram a ser plantadas, mas os trabalhos ainda estão lentos, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
No porto de Paranaguá, o indicador Cepea/Esalq registrou a cotação de R$ 161,93 uma alta diária de 0,25%. No acumulado de setembro, o avanço é de 1,56%.
Já entre as 38 regiões monitoradas pela consultoria AgRural, 19 registraram altas na cotação da soja na comparação diária. Outras dez praças tiveram estabilidade, quanto nove sofreram quedas nos valores. Os maiores avanços (R$ 2) ocorreram em Uberlândia (MG) e Uberaba (MG), enquanto os recuos mais fortes (-R$ 1) foram registrados em São Gabriel do Oeste (MS), São Luís (MA) e Palmas (TO).
Na bolsa de Chicago, os preços da oleaginosa fecharam o dia em baixa. Os contratos para novembro tiveram leve queda de 0,19%, a US$ 13,2550 o bushel. O mercado internacional aguarda informações concretas sobre as conversas entre os presidentes dos Estados Unidos e da China, Donald Trump e Xi Jinping, com a expectativa de anúncios que facilitem o comércio entre os países, especialmente da soja.
Entre as praças brasileiras, segundo a AgRural, a saca de 60 quilos estava custando, em Ponta Grossa (PR), R$ 157; em Passo Fundo (RS), R$ 153; em Sorriso (MT), R$ 141; em Dourados (MS), R$ 147; em Rio Verde (GO), R$ 151; em Uberaba (MG), R$ 155; em Luís Eduardo Magalhães (BA), R$ 146; e em Balsas (MA), R$ 145.
A Conab informou nesta terça-feira que, apesar da antecipação do calendário de plantio de soja em alguns Estados, como Goiás e Rio Grande do Sul, e do início da semeadura em diversas regiões produtoras, como Paraná e Mato Grosso, o ritmo de implantação da safra 2026/27 da oleaginosa ainda está abaixo da série histórica. Apenas 0,5% da área havia sido plantada no país até 18 de setembro, número abaixo da média dos últimos cinco anos para esta época, de 0,9%.
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