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Lula: ‘Igreja mentirosa é aquela da Lagoinha’

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O presidente Lula afirmou, durante comício de campanha em Belém, na noite desta segunda-feira, 28, que “ninguém vai avacalhar com Nossa Senhora Aparecida” enquanto ele estiver no cargo, e classificou a Igreja Batista da Lagoinha como “mentirosa”, associando seu líder, o pastor André Valadão, ao banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. A declaração foi analisada pelo colunista de VEJA Robson Bonin no programa Ponto de Vista, que colocou o episódio no contexto de uma crise mais ampla entre ministros do Supremo Tribunal Federal (este texto é um resumo do vídeo acima).

O que disse Lula sobre a Igreja Batista da Lagoinha?

Em discurso no Pará, Lula afirmou: “Enquanto eu for presidente da República, ninguém vai avacalhar com Nossa Senhora Aparecida. Ninguém. As pessoas precisam aprender a respeitar todas as religiões, inclusive as religiões de matriz africana. É preciso. Ninguém é dono da verdade. A única igreja mentirosa é aquela da Lagoinha, daquele pastor chamado Valadão, que era sócio do Vorcaro.”

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Por que Bonin criticou a atuação do STF nesse episódio?

A fala de Lula ocorre em meio a uma controvérsia envolvendo Flávio Bolsonaro e uma fake news de que o senador apoiaria a retirada do título de padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida. Para Bonin, o tratamento dado ao caso pelas autoridades tem sido desproporcional. “Parece que as autoridades tratam os eleitores, os brasileiros, como pessoas incapazes de perceber o que está acontecendo, a realidade”, afirmou, lembrando que, em 2022, houve “uma condução muito dura em relação a fake news em campanha eleitoral”.

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O que Bonin considera “abuso de poder”?

O colunista se referiu a uma decisão do ministro Flávio Dino, do STF, sobre o caso. “É um ministro dando uma canetada, desautorizando um tribunal inteiro, um tribunal superior, o TSE, deslegitimando um ministro do Supremo, deslegitimando a Justiça Eleitoral”, disse Bonin, classificando o episódio como “algo sem precedentes, muito grave” a poucos dias da eleição.

Como Bonin descreve a divisão dentro do STF?

Para o colunista, a Corte está fragmentada. “A gente viu que o Supremo está dividido em duas facções, e essas duas facções vão destruir o que for possível para tentar fazer valer os seus interesses”, afirmou.

O colunista apontou o que chamou de “vácuo de poder” na Presidência da Corte. “Edson Fachin que não está fazendo absolutamente nada”, disse Bonin. “Um ministro desautoriza o outro. Um ministro sozinho acha que pode ser maior que o Tribunal Superior Eleitoral.”

VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Ponto de Vista (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

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