Saúde

Pensilvânia confirma quinta morte por sarampo em pior surto dos EUA

Autoridades da Pensilvânia confirmaram nesta quarta-feira uma quinta morte relacionada ao sarampo, em meio à disseminação de milhares de casos no pior surto registrado nos Estados Unidos em 35 anos.

Autoridades de saúde do condado de Lancaster confirmaram que um morador não vacinado morreu em decorrência da doença altamente contagiosa, sem fornecer mais detalhes.

A região é conhecida por abrigar uma grande população amish, uma comunidade cristã tradicionalista que evita a sociedade moderna e apresenta índices de vacinação inferiores aos da população em geral.

O surto na Pensilvânia já afetou 943 pacientes em 29 condados, informaram autoridades estaduais.

Em todos os Estados Unidos, até 24 de setembro, haviam sido registrados 3.642 casos em 47 estados, segundo os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC).

O sarampo foi declarado erradicado nos EUA em 2000, após anos de campanhas de vacinação eficazes. Antes do desenvolvimento de uma vacina, na década de 1960, a doença matava centenas de crianças todos os anos no país.

Mas a doença voltou de forma preocupante nos últimos anos, à medida que o ceticismo em relação às vacinas aumentou junto com a crescente desconfiança nas autoridades de saúde, alimentada pelos ataques virulentos do presidente Donald Trump às lideranças da saúde pública durante a pandemia de Covid-19.

Mais recentemente, o secretário de Saúde de Trump, Robert F. Kennedy Jr., manifestou ceticismo em relação às vacinas, disseminando repetidamente informações falsas sobre a vacina contra o sarampo e minimizando a gravidade da doença potencialmente fatal.

Kennedy também questionou publicamente se algumas mortes recentes foram de fato causadas pela doença, sem apresentar provas.

Na Pensilvânia, todas as mortes ocorreram entre pessoas não vacinadas.

O sarampo causa febre, sintomas respiratórios e erupções cutâneas dolorosas. Em casos graves, as complicações podem incluir pneumonia e inflamação cerebral, que podem levar à morte.

A doença continua fazendo dezenas de milhares de vítimas em todo o mundo todos os anos.

Informação

Folha de São Paulo

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo