A inversão das campanhas da esquerda e direita na eleição de 2026, segundo analista

A configuração das candidaturas de esquerda e direita produziu uma inversão das estratégias eleitorais em 2026, comparada com as de 2022, segundo avaliação da analista política Daniela Alves. Em entrevista ao VEJA em Foco, apresentado por Raquel Novaes, ela afirmou que o espaço para articulações, que beneficiaram o presidente Lula na eleição anterior, agora aparece no campo de Flávio Bolsonaro (este texto é um resumo do vídeo acima).
Segundo Daniela, Lula contou, na disputa passada, com outros candidatos de esquerda e centro-esquerda que permitiram a construção de alianças ainda durante o primeiro turno. Desta vez, é Flávio quem divide o campo político com candidaturas de direita e centro-direita e pode tentar atraí-las para uma composição. “Como se as estratégias eleitorais tivessem sido trocadas entre a esquerda e a direita”, resumiu a analista.
Como a pulverização da direita pode favorecer Flávio?
Daniela afirmou que a presença de diferentes candidaturas de direita, inicialmente criticada por eleitores que defendiam uma concentração imediata de votos em Flávio, pode acabar funcionando a favor do candidato. Na avaliação da analista, a pulverização abre espaço para que ele negocie com nomes do mesmo campo político e apresente uma postura mais pragmática na reta final.
“Essa pulverização inicial das candidaturas de direita acabou tendo a possibilidade de fortalecer o Flávio Bolsonaro”, disse. Segundo Daniela, a estratégia permitiria ao candidato negociar com os demais concorrentes a formação de uma “frente ampla da direita”, movimento que ela compara às articulações feitas pela esquerda na eleição anterior.
E a margem de manobra de Lula?
A inversão, segundo Daniela, também reflete nas manobras disponíveis para a campanha do presidente. Na eleição anterior, afirmou, Lula tinha interlocutores dentro da esquerda e da centro-esquerda com quem poderia construir alianças e buscar a incorporação de novos apoios.
Na disputa atual, a analista não identifica a mesma possibilidade. “A margem de manobra dele é baixíssima, chega a zero”, afirmou, ao tratar da capacidade de o presidente reverter votos a seu favor.
Daniela avalia que Lula já se aproxima de seu limite de expansão, enquanto Flávio ainda teria espaço para buscar eleitores.
Em que Lula e Flávio acertaram?
Apesar das diferenças entre as duas campanhas, Daniela identifica um ponto de convergência na estratégia adotada nos últimos momentos do primeiro turno: a decisão de Lula e Flávio de concentrar esforços no Sudeste. Para a analista, a escolha foi acertada sobretudo pelo peso eleitoral da região, e não necessariamente pelos índices de rejeição enfrentados pelos candidatos. “É a região mais importante em termos de números eleitorais”, afirmou.
Questionada por Raquel Novaes se ainda havia tempo para alterar o quadro às vésperas da votação, Daniela disse que as campanhas usariam “cada segundo, cada minuto” na tentativa de conquistar novos votos.
VEJA+IA: Este texto resume um trecho do telejornal VEJA em Foco (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.
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