Aparecida quer apuração de caso de gari ignorada por ônibus

A Prefeitura de Aparecida de Goiânia afirmou que vai acionar o consórcio Aparecida Limpa, responsável pela limpeza urbana do município, para dialogar com a Companhia Metropolitana de Transportes Coletivos (CMTC) para apuração dos fatos e adoção das providências cabíveis acerca do caso da trabalhadora Valdetina Santos. Nesta sexta-feira (23), o Mais Goiás revelou que a gari, que mora no Jardim das Cascatas, tem enfrentado dificuldade para embarcar no ônibus que usa para chegar e voltar do trabalho.
Em um vídeo publicado nas redes sociais, ela diz que motoristas passam direto pelo ponto ou não permitem que ela entre no veículo. “Estou sendo discriminada. Não posso entrar no ônibus, porque eles ficam me rejeitando”, relata Valdetina, chorando. “Sou trabalhadora igual a todo mundo e preciso descansar.”
“Não posso nem voltar para casa, tomar um banho e descansar por causa desses motoristas que não param o ônibus e não deixam eu entrar. Que discriminação é essa? Só porque estou com o uniforme?”, desabafou.
Segundo o município, ela é terceirizada do Aparecida Limpa. “A Prefeitura de Aparecida de Goiânia repudia qualquer forma de discriminação e reafirma seu compromisso com o respeito a todas as pessoas.” O consórcio disse ao Mais Goiás que tem prestado todo o apoio à colaboradora.
Confira a nota da prefeitura na íntegra:
“A Prefeitura de Aparecida de Goiânia repudia qualquer forma de discriminação e reafirma seu compromisso com o respeito a todas as pessoas.
A Secretaria de Desenvolvimento Urbano (SDU) esclarece que a profissional citada no vídeo é funcionária da empresa terceirizada consórcio Aparecida Limpa, responsável pela limpeza urbana do município.
A SDU ressalta que acionará o consórcio para que busque diálogo com a Companhia Metropolitana de Transportes Coletivos (CMTC) para apuração dos fatos e adoção das providências cabíveis.”
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