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Foragido, Primo deixa obra milionária abandonada após operação

Uma construção de aproximadamente 6 mil metros quadrados, que deveria representar a expansão dos negócios de um grupo empresarial no interior paulista, acabou transformada em símbolo de uma investigação criminal. Localizado na zona industrial de Catanduva, o prédio teve as obras interrompidas após a operação Carbono Oculto, deflagrada em agosto de 2025. Segundo o Metrópoles, a estrutura seria destinada à sede do Grupo Itajobi, que reúne as usinas Itajobi, Carolo e Rio Pardo, adquiridas em 2023 por Mohamad Hussein Mourad, conhecido como Primo, e Roberto Augusto Leme da Silva, o Beto Louco.

Investigação interrompeu projeto milionário

De acordo com o Ministério Público de São Paulo (MPSP), o terreno foi comprado por R$ 3,9 milhões por meio de uma empresa apontada como fachada. A promotoria investiga uma estrutura empresarial supostamente utilizada para ocultar patrimônio, realizar lavagem de dinheiro e cometer fraudes tributárias. Denunciados em setembro de 2026 por lavagem de dinheiro e falsidade ideológica, Primo e Beto Louco continuam foragidos. Os investigadores estimam que a rede empresarial tenha movimentado bilhões de reais, enquanto as defesas contestam as acusações e negam vínculos com o Primeiro Comando da Capital (PCC).

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Operação também afetou trabalhadores e comerciantes

Antes da ação policial, o movimento intenso de caminhões e trabalhadores alimentava a expectativa de crescimento econômico entre comerciantes próximos à construção. O cenário mudou em 28 de agosto de 2025, quando agentes participaram da operação. Uma funcionária da região relatou ao Metrópoles o medo provocado pela abordagem: “Nunca tinha visto um fuzil, uma metralhadora na minha frente. Chegou aqui uns carros pretos, pessoal armado. A gente ficou tudo escondido aqui”.

Os reflexos da investigação alcançaram municípios que dependem da atividade sucroenergética, como Marapoama e Elisiário. Em agosto de 2026, a Usina Itajobi iniciou uma série de demissões após meses de atrasos nos pagamentos a fornecedores de cana-de-açúcar. A defesa de Primo afirma que as reportagens apresentam “narrativas especulativas que não encontram respaldo nos autos do processo”. Já os advogados de Beto Louco dizem que ainda precisam ter acesso integral às investigações e rejeitam as acusações de ligação com o PCC.

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Tom Henrique é formado em jornalismo pela UNIP, tem passagem pelo Entretê e Observatório dos Famosos. Escreve sobre entretenimento, celebridades e TV desde 2018




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