Política

A doce vida de Dilminha-ostentação


Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Um vídeo divulgado nas redes sociais nesta quarta-feira, 13, mostra a ex-presidente Dilma Rousseff respondendo a outra passageira, dentro de um avião comercial, se estava mesmo viajando na primeira classe.

“Lógico, querida. Eu sou presidente de banco, querida. Ou você acha que presidente de banco viaja de segunda?”, gabou-se Dilma.

Anos depois de gerar um tarifaço de 50% em dois anos com sua intervenção no setor elétrico, de implementar uma política fiscal que resultou em inflação alta, juros elevados, dívida e recessão, de inchar a máquina pública, turbinar a desigualdade social e agravar o desmatamento, a petista, ‘impichada’ da presidência em 2016 por fraudes fiscais em seu governo, foi nomeada presidente do Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), também conhecido como Banco dos Brics, em 24 de março de 2023. Em nota na ocasião, a instituição afirmou que Dilma foi eleita “por unanimidade” pelo Conselho de Governadores do NDB, após indicação de Lula, seu padrinho político.

Ela assumiu o cargo no lugar do ex-secretário especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais no Ministério da Fazenda Marcos Troyjo, indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em 2020.

O mandato de Dilma na presidência do NBD vai até julho de 2025. No comando do banco, a petista recebe um salário de 56 mil dólares, valor superior a R$ 290 mil por mês.

Na época da nomeação, Diogo Schelp afirmou em artigo na Crusoé que, “com Dilma na presidência do Banco do Brics, o governo petista acha que vai promover um mundo multipolar, apesar de a China e a Rússia terem outros planos”, em referência ao “projeto hegemônico da China” e à “necessidade da Rússia de sair do isolamento internacional causado pela guerra na Ucrânia”.

Prova do fracasso de Lula em se impor no Brics foi a expansão do bloco, impulsionada por China e Rússia, em agosto de 2023. Naquele mês, o Brics anunciou o ingresso, a partir de 1º de janeiro de 2024, de seis novos membros: Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Argentina, Egito, Irã e Etiópia. A medida dilui o poder do Brasil sobre o bloco..

O governo recém-empossado de Javier Milei, na Argentina, já anunciou que não ingressará ao bloco.

Enquanto isso, Dilminha-ostentação aproveita a vida de luxo que ela inviabilizou a milhões de brasileiros.



Matéria: O Antagonista

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