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A Lua está encolhendo? Novo estudo aponta impactos e velocidade do fenômeno

Pesquisadores liderados pelo geólogo Thomas Watters, do Museu Nacional do Ar e do Espaço Smithsonian, apontaram que a Lua tem “encolhido” e esse fenômeno tem gerado mais “lunamotos” (terremotos lunares), impactando a superfície do satélite natural. As descobertas ainda apontaram que esse fenômeno tem sido lento, e concluiu-se que nos últimos 400 a 800 milhões de anos, o raio lunar diminuiu aproximadamente 45 metros.

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O encolhimento é causado pelo resfriamento do interior da Lua, que faz com que a única “placa tectônica” lunar gere tremores e fissuras na sua superfície. O trabalho foi publicado nesta quarta-feira (14) na revista The Planetary Science Journal.

Para quem tem pressa:

  • O resfriamento do interior da Lua provoca sua contração e pode gerar falhas na superfície e tremores conhecidos como lunamotos;
  • Segundo o estudo liderado por Thomas Watters, o raio lunar diminuiu cerca de 45 metros nos últimos 400 milhões a 800 milhões de anos. A pesquisa também analisou falhas na superfície;
  • Os resultados ajudam a entender a atividade geológica lunar e podem contribuir para a escolha de locais mais seguros para futuras missões tripuladas e bases na Lua.

Movimento lento e os “lunamotos”

Polo sul da Lua
Imagem do polo sul lunar – Massimiliano Pedersoli

As pesquisas feitas mostram um fenômeno interessante. Na Terra, os terremotos, tremores e outros desastres naturais estão ligados ao movimento de aproximação ou afastamento de placas tectônicas. Esse movimento entre elas gera fissuras, falhas, vulcões e outros impactos na crosta terrestre. A Lua segue a mesma base, mas com diferenças importantes.

A geologia lunar é composta por apenas uma “placa”. Quando o interior do satélite natural resfria, a placa se contrai e as falhas e tremores aparecem. Essa espécie de contração faz com que o raio lunar diminua em “ritmo glacial”, mas de forma constante.

“À medida que o interior da Lua continua a esfriar e a se contrair, espera-se que o crescimento das falhas existentes e a formação de novas falhas continuem”, afirmou Thomas Watters.

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Para chegar às conclusões, o estudo utilizou dados da Lunar Reconnaissance Orbiter Camera (LROC) da NASA que tirou milhões de fotografias da Lua por 17 anos.

Com essas fotos, o grupo de pesquisa calculou o tempo que leva para as falhas aparecerem e quantas já estão visíveis. Contabilizando cerca de 10 mil fissuras visíveis, os resultados apontaram que a Lua “encolhe” cerca de 6 a 11 centímetros por milhão de anos.


Além do aprofundamento dos estudos lunares, a pesquisa se torna importante para entender a geologia da Lua e locais onde a superfície é mais estável. Isso se torna importante para missões futuras da NASA, por exemplo, como as missões Artemis que buscam estabelecer uma base tripulada na Lua.

Ana Luiza Figueiredo

Ana Luiza Figueiredo

Ana Figueiredo é editora de tecnologia do Olhar Digital. É formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU).


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