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A milionária herança de Lizzie Borden e como ela viveu após ser absolvida

Um dos casos criminais mais notórios da história dos Estados Unidos continua despertando interesse mesmo mais de um século após seu desfecho. Absolvida em 1893 pelo brutal assassinato de seu pai e madrasta, Lizzie Borden herdou uma fortuna substancial logo após deixar o tribunal. O crime e o veredito chocaram a população local, mas o aspecto histórico muitas vezes se volta para o destino desse dinheiro.

Quem foi Lizzie Borden

A figura central do caso foi uma mulher americana julgada e inocentada pelo assassinato do pai, o empresário Andrew Borden, e da madrasta, Abby. Os dois foram mortos a machadadas em 1892. O crime expôs a vida familiar opressiva que as filhas levavam e culminou em um polêmico julgamento.

O processo judicial durou duas semanas e terminou com a inocência da ré por falta de provas físicas conclusivas. A decisão da Justiça surpreendeu a imprensa da época e cimentou a história no imaginário popular. A liberdade garantiu o acesso imediato aos bens da família.

Qual o valor da herança de Lizzie Borden após a absolvição

O patrimônio deixado por Andrew Borden era avaliado em cerca de 300 mil dólares em 1892. Esse montante ultrapassa facilmente os 10 milhões de dólares ajustados pela inflação atual. O capital financeiro foi dividido integralmente e de forma igualitária entre ela e sua irmã mais velha, Emma.

A fortuna teve origem nos negócios do patriarca, que atuava com sucesso no setor imobiliário e bancário. A inocentação nos tribunais garantiu que as duas irmãs tomassem posse das propriedades comerciais, contas bancárias e investimentos rurais. O acesso ao montante marcou a transição da prisão preventiva para o topo da pirâmide financeira local.

Como a herdeira gastou o patrimônio ao longo da vida

A nova milionária passou a assinar documentos como Lizbeth Andrews Borden e utilizou os recursos para abandonar o estilo de vida extremamente frugal imposto pelo pai. O dinheiro financiou uma série de luxos antes proibidos. As principais movimentações financeiras incluíram:

  • compra de uma imponente mansão de 14 cômodos no bairro nobre de The Hill, batizada oficialmente de Maplecroft.
  • contratação de uma equipe completa de funcionários domésticos, com cozinheiros, governantas e um motorista particular.
  • viagens frequentes de trem para grandes centros urbanos como Boston e Nova York para consumir cultura.
  • doações financeiras volumosas para entidades dedicadas ao resgate e proteção de animais silvestres e domésticos.

O que aconteceu com Lizzie Borden até sua morte em Fall River

A riqueza acumulada não impediu que o ostracismo social marcasse as décadas seguintes. A elite local cortou todas as relações públicas com a nova proprietária de Maplecroft. A convivência pacífica com a irmã Emma durou até 1905, quando as duas brigaram definitivamente e nunca mais se falaram — especula-se que o rompimento tenha relação com a amizade íntima de Lizzie com a atriz Nance O’Neil.

O isolamento ditou o ritmo dos últimos anos na mansão. A mulher que protagonizou o maior escândalo criminal do século XIX faleceu em sua própria cama após contrair pneumonia decorrente de complicações de uma cirurgia de vesícula biliar realizada em 1926. O testamento registrado orientou a distribuição final do patrimônio restante, avaliado em aproximadamente 225 mil dólares na época. Os bens materiais e o dinheiro foram destinados a abrigos de animais e poucos amigos íntimos. Apenas nove dias depois, Emma também faleceu em New Hampshire, encerrando a linhagem direta da fortuna familiar.



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