Adriana Araújo revela desafios de ter sido mãe solo de uma criança com deficiência: ’10 cirurgias’

A apresentadora Adriana Araújo falou um pouco sobre ter se tornado mãe solo aos 25 e de uma criança com deficiência. Em entrevista para o jornalista Flávio Ricco, do portal Leo Dias, a comunicadora comoveu ao falar sobre a experiência que teve de conciliar a maternidade com o trabalho.
Na época, ela só tinha dois anos de carreira como repórter da Globo quando se viu grávida e ao ser tornar mãe precisou lidar não apenas com a rotina agitada, mas também com uma agenda com consultas e outros compromissos para fazer sua filha, Giovanna, que hoje está com 27 anos, andar. A garota, formada em Medicina, recebeu o diagnóstico de hemimelia fibular assim que nasceu.
Maternidade e trabalho
“Eu tinha 25 anos quando a minha filha nasceu, para a minha geração era jovem, porque as minhas amigas em geral passavam a ter filhos mais velhas e eu estava começando na carreira. Eu estava começando como repórter na TV Globo”, comentou Adriana.
“Eu tinha dois anos na verdade como repórter quando ela nasceu. Aquela entrada ao vivo que te falei foi em dezembro, Natal de 95, a minha filha nasce em outubro de 97, então eu estava muito no comecinho da carreira. Então foi transformador, enfim, foi desafiador pela deficiência física que a minha filha tem e, ao mesmo tempo que eu passei a lutar e a buscar para ela um tratamento médico direito, que ela caminhasse com as próprias pernas, eu também estava buscando o meu caminho, a minha caminhada com as próprias pernas profissionalmente e ela me transformou, me ensinou coisas e me ensina coisas extraordinárias”, compartilhou.
Maternidade solo
Adriana Araújo contou com a ajuda de sua família para conseguir criar a filha e continuar trabalhando. A jornalista se diz muito grata a todas as pessoas que lhe estenderam as mãos. Ela falou sobre a importância de dar apoio às mães para continuarem suas carreiras.
“É muito difícil para as mulheres, em qualquer profissão, conciliar a maternidade e trabalho, é um desafio, é preciso que haja sensibilidade para entender esse desafio, enfim, criar inclusive políticas públicas e as empresas também entenderem que é preciso cuidar dessa jornada dura que as mulheres têm que deveria ser mais dividida inclusive. No meu caso, eu era mãe solo, durante alguns anos da minha vida eu cuidei da minha filha só, tive o apoio da minha família, mas assim, eu enxerguei no caminho com a minha filha, muita gente enxerga dificuldade, e foram muitas dificuldades por ela ter nascido com essa deficiência precisou de 10 cirurgias para caminhar, foram muitas dificuldades, mas eu enxerguei na minha filha oportunidades extraordinárias de crescimento, de consciência”, disse como lidou.
Preconceito
A apresentadora ainda contou que sofreu preconceito e que ouviu comentários desagradáveis por conta da deficiência da filha. “Quando a Giovana era criança e eu muito jovem, muitas pessoas falavam: ‘Nossa, que azar dessa mãe, ter uma filha com deficiência’. As pessoas falavam palavras: ‘Nasceu com defeito’, ‘é deficiente’, ‘nossa, que azar’. Isso me ensinava que não é assim que você se comporta em relação ao outro, isso me ensinava que o desrespeito não pode prevalecer sobre o respeito que todo o ser humano merece”, declarou o que aprendeu.



