Agro do Paraná vê falta de articulação e cobra agilidade do Brasil com a UE


A Federação de Agricultura do Paraná (Faep) enviou ofício ao Ministério da Agricultura pedindo agilidade no fornecimento de informações à União Europeia. O Brasil está fora da lista de exportadores de produtos de origem animal ao bloco por causa de exigências sobre o uso de antimicrobianos na produção.
No documento endereçado ao ministro André de Paula, a Faep ressalta que o Brasil tem um dos mais robustos sistemas de defesa sanitária animal do mundo. E que o setor produtivo faz investimentos contínuos para atender as exigências dos mercados consumidores.
A entidade pontua ainda que o acesso ao mercado europeu é importante para fortalecer a competitividade da pecuária brasileira. E que as restrições do bloco ao Brasil são preocupantes, pois geram impactos negativos para a cadeia produtiva nacional.
“Reforçamos nosso apoio às ações conduzidas por esse Ministério e solicitamos especial atenção e celeridade na condução das tratativas internacionais, visando à superação dos entraves existentes, evitando prejuízos econômicos a partir de setembro”, diz o ofício.
O documento é assinado pelo presidente da Federação de Agricultura do Estado do Paraná, Ágide Meneguette.
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Em nota divulgada em seu site oficial, a Faep acrescentou que a decisão da União Europeia não condiz com a realidade sanitária do Brasil. E destaca que o país já recebeu o reconhecimento internacional de livre de febre aftosa sem necessidade de vacinação.
No comunicado, Meneguette reforçou a cobrança por mais agilidade e criticou o governo federal.
“É inadmissível que nossos mercados sejam ameaçados por falta de agilidade e articulação diplomática. O agro brasileiro precisa de uma ação imediata do governo federal para evitar a suspensão dos negócios”, disse o executivo.
Globo Rural



