Política

Alan Neto, apresentador do Trem Bala, morre aos 83 anos

O meio jornalístico e esportivo do Ceará perdeu nesta quarta-feira (3) uma de suas figuras mais emblemáticas, Alan Neto, aos 83 anos de idade. Com uma trajetória de 60 anos dedicados ao jornalismo, sua marca foi profundamente enraizada na cultura esportiva local, deixando um legado de originalidade e paixão pelo esporte.

Internado desde o fim de janeiro após um acidente doméstico, Neto lutava contra as complicações de uma fratura no colo do fêmur, seguida por uma cirurgia e um quadro de pneumonia que o levou de volta ao hospital. Sua luta pela vida mobilizou uma ampla campanha de doação de sangue, mostrando o carinho e o respeito que torcedores, clubes e a Federação Cearense de Futebol nutriam por ele.

A trajetória de um pioneiro

Aos 15 anos, Alan Neto já marcava o início de sua jornada no jornalismo em uma rádio de Fortaleza, sua cidade natal. Ao longo dos anos, consolidou sua carreira como colunista do Diário do Nordeste e, mais tarde, no portal O Povo, onde assinava uma coluna diária e comandava o programa Trem Bala, tanto na Rádio O Povo/CBN quanto na TV Ceará.

Qual o impacto de Alan Neto no jornalismo esportivo cearense?

Alan Neto foi muito mais que um jornalista: foi um inovador na forma de comunicar o esporte. Com bordões como “Olha o dedo do Trem Bala”, “passe adiante” e “bombas de milmegatons”, ele introduziu uma nova dinâmica no jornalismo esportivo, mesclando informação de qualidade com entretenimento. A sua maneira única de relatar os eventos esportivos revolucionou a forma como o jornalismo esportivo era feito no estado, deixando uma marca indelével na memória dos cearenses.

Reações à sua partida

A notícia de sua morte gerou uma onda de homenagens nas redes sociais, com clubes e personalidades expressando sua tristeza e reconhecimento ao trabalho de Alan. Um exemplo disso foi o Ceará Sporting Club, que por meio de um comunicado, destacou sua contribuição inestimável para o jornalismo esportivo cearense, caracterizando sua comunicação como disruptiva e vanguardista.

Alan deixa esposa, uma filha e uma neta. Mas, além da família, deixa também uma legião de fãs, colegas de profissão e uma comunidade esportiva que viu nele não só um jornalista, mas um verdadeiro entusiasta e divulgador do esporte cearense.

    • Legado: Sua contribuição ao jornalismo esportivo transcende as décadas, mostrando que paixão e inovação podem andar juntas.
    • Memória: As homenagens nas redes sociais reforçam o quanto Alan foi querido e respeitado não só por seus leitores e ouvintes, mas por toda a comunidade esportiva.
    • Inspiração: Para as novas gerações de jornalistas, a carreira de Alan Neto serve como inspiração para a busca de originalidade e autenticidade na profissão.

Alan Neto, o eterno “Trem Bala”, deixa um vazio no jornalismo esportivo, mas também um exemplo de dedicação e amor ao esporte. Sua voz e suas palavras seguirão ecoando como um símbolo da identidade esportiva cearense.



Matéria: O Antagonista

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