Alemão revela como o 7 a 1 marcou sua de trajetória no Brasil

TORCIDA
Em Goiás, o alemão Christian Belt, de 41 anos, adotou o Vila Nova como time do coração
Christian Belt com a camisa da Alemanha e a bandeira do Brasil. Foto: Arquivo Pessoal
A Copa do Mundo deste ano terá um significado especial para o alemão Christian Belt, de 41 anos. Morando no Brasil há 11 anos e em Goiás há oito, o alemão vilanovense carrega lembranças marcantes do Mundial de 2014, quando viu sua seleção conquistar o tetracampeonato em terras tupiniquins. Agora, às vésperas de mais um Mundial, o torcedor, que construiu sua vida em terras brasileiras, se prepara para torcer novamente pela equipe europeia, desta vez ao lado da filha de 7 anos, que vive entre as raízes alemãs e brasileiras.
Natural do norte da Alemanha, em uma região entre as cidades de Hannover e Dortmund, Christian desembarcou no Brasil em dezembro de 2014, poucos meses após a conquista alemã no Maracanã. Apesar de não ter vivido o torneio no país, o resultado da semifinal entre Alemanha e Brasil o acompanhou durante os primeiros anos em solo brasileiro.
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“Nos primeiros dois anos que fiquei no Brasil, praticamente toda semana alguém falava do 7 a 1. Mas eu sei que foi um trauma aqui”, relembra. Se para os brasileiros a derrota histórica permanece viva na memória, na Alemanha a situação é diferente. “A maioria das pessoas não lembra mais”.

A Copa de 2014 também marcou a vida pessoal do alemão. Foi naquele ano que ele se casou com uma goiana e decidiu mudar de país. Além disso, foi a primeira vez que ele teve consciência de ver sua seleção conquistar um Mundial. “Foi um ano muito especial. Foi quando me casei, quando vim para o Brasil e também quando a Alemanha ganhou a Copa. Tudo aconteceu junto”, conta.
Filha nasceu durante a Copa e vive dilema entre Brasil e Alemanha
A Copa do Mundo também é um motivo de celebração familiar. Durante a Copa de 2018, veio um dos grandes presentes de Christian, sua filha Clara. Segundo o torcedor, ela já nasceu assistindo os jogos do mundial. “No primeiro jogo do Brasil, ela tinha exatamente um dia de vida. Eu me lembro dela bebê e eu assistindo os jogos com ela no colo”, falou
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“Ela gosta de futebol e esta é a primeira Copa em que realmente entende o que está acontecendo, inclusive está colecionando as cartinhas”, afirma Christian, que torce para não ter o confronto entre Brasil e Alemanha, para que a filha não precise escolher um dos lados. “Se a Alemanha jogar contra o Brasil, vai ser um conflito para ela, que é goiana, mas tem raízes alemãs”, comentou.

Se entre seleções pode haver um conflito entre Brasil e Alemanha, em Goiás, a dupla não tem disputa. Os dois são torcedores do Vila Nova e acompanham algumas partidas da equipe no OBA. “Aqui eu estou sendo Vila Nova“, contou ele, que disse também que levou sua filha para o lado vermelho de Goiânia. “Ela é Tigrão também. Fui eu que levei ela”, revelou ele, que está na expectativa pelo acesso do clube.
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Confiança em uma campanha melhor
Em relação a seleção da Alemanha neste ano, Christian espera que a equipe tenha sorte melhor do que nos últimos mundiais, onde acabou eliminada ainda na primeira fase do torneio. Ele ainda brincou. “Foi a ‘macumba’ de 2014 dos brasileiros”, disse. Porém, segundo ele, o sonho da equipe poderá parar nas oitavas de final.
“Temos uma equipe boa, mas pelo chaveamento, caso a Alemanha fique em primeiro e a França também, podemos pegar eles já nas oitavas. Então até pelo menos nessa fase a gente chega, depois vai depender”, destacou.
“Eu acho que temos uma equipe muito boa. Dependendo do chaveamento, acredito que podemos chegar longe”, avalia. A Alemanha integra o Grupo E da Copa do Mundo, junto com Curaçao, primeiro adversário, no dia 14 de junho, Costa do Marfim e Equador.
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