Saúde

Aliada na concentração, cafeína em excesso pode trazer riscos ao coração

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Queridinho para manter o pique, o café traz muitos benefícios ao organismo. Sim, mas, em excesso, pode causar problemas. Explico na edição de hoje prós e contras da cafeína.


Quanto de café é demais?

A cafeína é uma substância encontrada em diversas plantas, principalmente nos grãos do café, e tem propriedades estimulantes. Está no cafezinho, uma instituição no Brasil. Somos um dos países que mais consome a bebida no mundo.

Ela pode fazer bem ao organismo, mas também há riscos se consumida em excesso.

  • A quantidade indicada por dia para um adulto é de 400 mg de cafeína, o que equivale a aproximadamente quatro xícaras de café coado, diz a nutricionista Vanessa Pollari.
  • Para crianças, adolescentes e pessoas cardiopatas, o limite é 100 mg por dia. Gestantes não devem ultrapassar 200 mg.

Em pessoas com problemas de coração, o consumo elevado de cafeína pode aumentar ainda mais a frequência cardíaca. Isso pode levar a sintomas como taquicardia, sudorese e aumento da pressão arterial, explica o cardiologista José Roberto Fonseca.

Estamos falando da substância, e não da bebida líquida. Isso é importante porque a quantidade de cafeína encontrada em um café espresso não é a mesma de um café coado ou solúvel.

Uma xícara de café coado tem por volta de 30 mg, uma de café espresso pode ter mais de 60 mg de cafeína, lembra Pollari. “De novo, não é proibido, mas tem que ser usado com moderação.”

É bom para…

Um dos princípios da cafeína mais adorados é como ela é um estimulante capaz de afastar o sono, ajudar na concentração, reduzir a fadiga e melhorar a atenção e o desempenho esportivo.

Por essa razão, além do uso mais comum logo de manhã para ajudar a despertar, alguns especialistas indicam também a cafeína como pré-treino.

Sim, mas… além do café, outras substâncias que são consumidas com frequência também têm cafeína, como chocolates, bebidas energéticas e chás (não só chá preto).

Cuidado com..

O consumo de bebidas consideradas “brain food” ou estimulantes para ajudar na concentração. De modo geral, esses suplementos têm altas concentrações de cafeína, além de outras substâncias como vitaminas, ferro e minerais.

“A suplementação de cafeína para atletas, para as pessoas que treinam, ajuda de fato no metabolismo. Ela também age no pós-treino no transporte da glicose até os músculos, ajudando na recuperação do tecido”, afirma Pollari.

Ela alerta, porém, que pessoas com condições cardiovasculares devem evitar essas doses.

O consumo deve ser planejado junto com um profissional, um nutricionista, que possa ver qual a quantidade ideal para cada pessoa.

Fique atento aos sintomas

Sensação de irritabilidade, insônia, taquicardia, ansiedade, problemas gástricos e palpitações são alguns dos sintomas quando a cafeína é consumida em excesso.

“Por ser um estimulante do sistema nervoso central, a cafeína também provoca aumento da temperatura corporal, sudorese, dilatação das pupilas, aumento da frequência de evacuação”, afirma o cardiologista.

CIÊNCIA PARA VIVER MELHOR

Novidades e estudos sobre saúde e ciência

  • Incêndios em 2020 anularam 20 anos de melhora na qualidade do ar. A maior frequência de incêndios de 2000 a 2020 na costa oeste americana afetou a saúde da população e freou os avanços de duas décadas no controle da qualidade do ar no país. A relevações foram feitas por estudo da Universidade de Iowa, financiado pela Nasa e NOAA (Administração Nacional Oceânica e Atmosférica) e publicado na revista The Lancet Planetary Health.

  • Ondas cerebrais durante o sono podem ajudar na redução da epilepsia. Uma pesquisa identificou que algumas das ondas cerebrais que reduzem a estimulação do órgão na fase de sono também atuam durante o dia. Elas podem agir como protetores para pacientes com epilepsia. De acordo com o estudo, desenvolvido por cientistas da Universidade College de Londres, a descoberta pode ajudar também a desenvolver novas drogas para epilepsia.

  • Dieta vegana protege mais o coração, mostra estudo com gêmeos. Pesquisadores da Universidade de Stanford avaliaram 22 pares de gêmeos e descobriram que uma dieta vegana traz benefícios cardiovasculares mesmo se for consumida por um período de oito semanas comparada à dieta omnívora. O artigo foi publicado na revista Jama Network Open.

Informação

Folha de São Paulo

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