Política

Alvo da 9ª fase da Compliance Zero, Augusto Lima é ex-sócio de Vorcaro

O empresário Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do banqueiro Daniel Vorcaro, é um dos alvos de busca e apreensão da nona fase da Operação Compliance Zero, que apura o esquema de irregularidades financeiras envolvendo o Banco Master.


A operação foi deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta quinta-feira (18/6). Além do empresário, o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado, também é alvo da busca e apreensão.

Ex-sócio de Vorcaro, Lima transferiu para a OR, empresa do grupo Novonor (antiga Odebrecht) especializada em mercado imobiliário, a construção e a comercialização de ao menos dois empreendimentos de luxo na Bahia ligados à sua holding, a Terra Firme Realty S.A., como informou o Metrópoles, na coluna da Milena Teixeira.

A movimentação ocorreu em outubro de 2025, quando o Banco Master já caminhava para o colapso. Cinco meses antes, o Banco Central havia barrado a venda da instituição ao BRB. Sem comprador e cercado de incertezas, o banco acabaria liquidado semanas depois.

O ex-sócio de Vorcaro foi detido na primeira fase da Operação e ficou preso por 11 dias, entre 18 e 29 de novembro de 2025. Ele foi solto por decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), mas segue monitorado por tornozeleira eletrônica.

Além do Banco Master, ele foi controlador do Banco Pleno, que teve a liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central em fevereiro. Ele é casado com Flávia Péres, ex-ministra do governo Bolsonaro.

Lima também é alvo, junto com outros sócios do dono do Master, de uma cobrança de R$ 247 milhões protocolada no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) em dezembro de 2025.

Meses antes de estar na mira da operação, ele chegou a ter os bens bloqueados pela Justiça de São Paulo em abril de 2025. Na ocasião, foram encontrados R$ 112 milhões aplicados em uma conta de Augusto na Reag Trust Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A, fundo que foi liquidado pelo Banco Central em 15 de janeiro deste ano e alvo da segunda fase da Compliance Zero.


Metrópoles

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