Aos 34 anos, jogador milionário que teve mansão invadida após mudança de país avalia seu futuro

A transferência para a Europa costuma ser o grande objetivo na carreira dos profissionais do esporte. No entanto, a adaptação em um novo país, mesmo com toda a estrutura e o suporte financeiro, pode trazer episódios de vulnerabilidade e insegurança. Em 2018, um conhecido meia brasileiro enfrentou um enorme susto logo após se mudar para a Espanha. O que era para ser o início de uma rotina de sucesso em uma casa na região de Castelldefels, a cerca de 20 quilômetros da cidade de Barcelona, rapidamente se tornou caso de polícia para a família recém-chegada.
A família estava hospedada provisoriamente em um hotel e havia acabado de escolher uma casa de 750 metros quadrados para morar, local que antes pertencia ao atleta espanhol Cesc Fàbregas. Segundo informações publicadas pelo portal Lance! na época, os criminosos aproveitaram que a residência passava por algumas obras de melhorias e realizaram a invasão.
O assalto ocorreu justamente enquanto o casal visitava a Sagrada Família, um dos cartões-postais mais famosos do destino europeu. Em uma entrevista concedida ao Esporte Espetacular, da Globo, a esposa do atleta relatou o choque da família ao voltar para o endereço e se deparar com a situação. “A gente saiu para jantar e, quando a gente voltou, a gente se deu conta que tinha uma porta aberta, que a tranca estava aberta. Daí, a gente saiu de casa, porque ficamos com medo de ter alguém e chamamos a polícia”, relembrou ela na reportagem. A companheira também detalhou o cenário que encontraram ao lado das autoridades locais, ressaltando o alívio pelo desencontro: “Quando eles entraram e revisaram tudo, e realmente a gente tinha sido assaltado, estava tudo mexido. Levaram bastante coisa, mas o importante é que a gente não estava aqui”.
Quem é jogador?
O dono desta história de tensão superada, que na época contava com a ajuda do vizinho Lionel Messi e de Luis Suárez para se instalar na cidade, é o meio-campista Philippe Coutinho. Hoje, aos 34 anos, a realidade do jogador é bastante diferente. Longe da forte pressão do futebol europeu e das páginas policiais espanholas, ele passa por uma fase de decisões muito pessoais e de priorização do bem-estar.
Recentemente, de acordo com informações apuradas pela ESPN, o jogador optou por rescindir seu contrato com o Vasco da Gama, time responsável por revelá-lo ao esporte, de forma antecipada. A reportagem aponta que, embora tenha recebido algumas sondagens de clubes de fora, como o CSKA, da Rússia, o destino mais provável do brasileiro deve ser o futebol dos Estados Unidos, na liga da MLS, ou, em uma decisão mais drástica, o encerramento definitivo da sua jornada nos campos.
O peso da rotina e o refúgio familiar
O motivo da saída de sua equipe de coração reflete um desgaste da profissão que raramente é discutido de forma aberta no meio esportivo. Ao anunciar o fim do vínculo nas redes sociais, o atleta expôs sua vulnerabilidade humana: “A verdade é que estou muito cansado mentalmente. […] Falar isso aqui não é fácil, mas eu preciso ser honesto. Minha relação com o Vasco é de amor”, escreveu.
Ele ainda ressaltou a necessidade urgente da pausa, justificando com clareza que “agora seja o momento de dar um passo para trás e encerrar esse ciclo“. Essa postura dialoga exatamente com o perfil caseiro que ele sempre demonstrou ao público.
Naquela mesma gravação do assalto em Barcelona, revelou que seu ambiente favorito na mansão imensa era, na verdade, a cozinha, na simplicidade da companhia dos parentes.
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