Economia

Após 30 anos, nota de R$ 100 compra R$ 13,28

Inflação acumulada do período supera 700%. Desde o início da circulação das notas de real na economia, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) saltou 708,02% entre julho de 1994 e maio de 2024, de acordo com dados divulgados todos os meses pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Em 30 anos, qualquer economia vai ter uma perda grande de poder de compra da moeda. No caso brasileiro, houve uma corrosão maior do que nos países desenvolvidos devido a várias crises, que resultaram na desvalorização cambial e anos de inflação mais elevada.
José Ronaldo Souza, do Ibmec-RJ

Investimento

Para quem não manteve R$ 100 embaixo do colchão, o resultado foi positivo. A manutenção do valor na caderneta de poupança fez a aplicação saltar 1.690%, para R$ 1.790,44 até maio de 2024. A correção foi realizada pela Calculadora do Cidadão, disponibilizada pelo Banco Central.

Outras opções trouxeram ainda mais rentabilidade aos investidores. Para aqueles que protegeram os R$ 100 em títulos atrelados à taxa Selic, o ganho totaliza 8.160%, para mais de R$ 8.260,07. Já as aplicações com remuneração de 100% do CDI (Certificados de Depósitos Interbancários) em igual período, avançaram 7.994%, a R$ 8.093,88.

Plano Real

A entrada em circulação do real completa 30 anos nesta segunda-feira (1º de julho). A substituição do cruzeiro real foi resultado do processo de estabilização econômica iniciado em 1993 para conter a inflação no Brasil.

Matéria: UOL Economia

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