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Após baque nas pesquisas, campanha de Flávio Bolsonaro ganha nova arma contra Lula

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A operação da Polícia Federal contra o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado, provocou uma imediata reação entre aliados de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que enxergam na investigação uma oportunidade para reduzir o desgaste provocado pelas revelações envolvendo o senador e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master (este texto é um resumo do vídeo acima).

Durante o programa Ponto de Vista, o repórter Gabriel Sabóia relatou que a notícia foi recebida com alívio pela cúpula do Partido Liberal, que vinha enfrentando semanas de pressão após a divulgação de informações ligando Flávio ao empresário. Segundo Sabóia, integrantes do partido avaliam que a investigação cria uma espécie de equivalência política entre governo e oposição. “Se o Jair Bolsonaro tem um senador aliado que tem denúncias relacionadas ao Master, agora Lula também tem”, afirmou o jornalista ao descrever a avaliação predominante entre dirigentes do PL.

Por que a operação foi recebida como um alívio no PL?

De acordo com Sabóia, o partido aposta no peso político da condição de Wagner como líder do governo Lula no Senado. Para bolsonaristas, a associação entre o senador e o Palácio do Planalto tem potencial para gerar desgaste semelhante ao enfrentado pela campanha de Flávio desde a explosão do caso Banco Master. “A nomenclatura ‘líder do governo Lula’ é muito danosa para a campanha à reeleição do presidente”, relatou o repórter.

A avaliação entre parlamentares da oposição é que o episódio oferece uma oportunidade para inverter a dinâmica política das últimas semanas, quando o foco das investigações estava concentrado em aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A crise pode chegar à campanha de Lula?

Para o cientista político Rodrigo Prando, o principal desafio para Jaques Wagner será impedir que o desgaste político alcance a pré-campanha de reeleição de Lula. “Não só se descolar, mas como não colar na pré-candidatura do presidente Lula”, afirmou.

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Segundo ele, a oposição deve explorar intensamente o tema tanto no Congresso quanto nas redes sociais. A tendência é que o senador seja alvo constante de questionamentos e cobranças enquanto as investigações avançam. “É bem provável que o líder do governo passe um tempo substancial tentando responder a todo tipo de indagação e até mesmo de provocação”, disse.

Prando pondera, porém, que o impacto eleitoral dependerá dos próximos desdobramentos. “Até o momento, a crise para no Jaques Wagner. Se ela contaminar a pré-campanha, aí a gente pode ter uma mexida nesse cenário”, afirmou.

O episódio muda o equilíbrio entre governo e oposição?

Na análise do cientista político, o caso altera momentaneamente a posição defensiva em que o PL se encontrava após o desgaste sofrido por Flávio. “Se fosse para usar uma metáfora de Copa do Mundo, o PL recuou todo mundo para a zaga, com medo de novos gols”, afirmou.

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Agora, segundo ele, a oposição ganha um novo argumento para pressionar o governo e tentar deslocar parte das atenções para o entorno de Lula. “Com Wagner entrando em campo, o PL volta a jogar tentando falar: ‘Tá vendo? Isso aí é um problema do governo’”, disse.

A crise de Flávio Bolsonaro perde força?

Apesar da nova frente de desgaste para o governo, Prando considera que o problema enfrentado pela campanha de Flávio continua sendo mais grave. A principal diferença, segundo ele, é que o episódio envolvendo o senador do PL atinge diretamente o próprio pré-candidato à Presidência. “A crise da pré-campanha do Flávio é maior”, afirmou.

O cientista político destacou que o caso envolve um áudio atribuído ao senador solicitando recursos a Daniel Vorcaro, elemento que coloca o próprio candidato no centro da controvérsia. “É um áudio do pré-candidato diretamente envolvido solicitando recursos para o Vorcaro”, ressaltou.

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Para Prando, embora governo e oposição estejam agora submetidos ao desgaste provocado pelas investigações relacionadas ao Banco Master, os impactos políticos ainda são distintos. “O governo também vai para a zaga segurar um pouco o jogo para ver os novos desdobramentos da investigação”, concluiu.

VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Ponto de Vista (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

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