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Ar-condicionado explode em Posse e alerta para riscos no calor

A explosão de um ar-condicionado que provocou um incêndio em uma casa de Posse, na região Nordeste de Goiás, chama atenção para os cuidados com o equipamento, principalmente durante os períodos de calor intenso. Segundo o engenheiro eletricista Jovanilson Freitas, problemas na instalação elétrica, sobrecarga, conexões inadequadas e falhas no próprio aparelho podem provocar aquecimento, curto-circuito e incêndio. Ele também explica quais sinais indicam que o equipamento deve ser desligado e como reduzir os riscos dentro de casa.

O caso aconteceu na tarde de domingo (27), no Setor Augusto José Valente II. Segundo o relato dos moradores aos bombeiros, eles estavam descansando depois do almoço quando acordaram com barulhos de explosão após ligarem o ar-condicionado. Ao saírem do cômodo, encontraram a casa tomada pela fumaça e perceberam que as chamas já atingiam móveis e eletrodomésticos.

Todos conseguiram deixar o imóvel e ninguém ficou ferido. O Corpo de Bombeiros foi acionado, controlou o incêndio e fez o rescaldo para evitar uma nova propagação das chamas. A causa da explosão ainda não foi determinada.

O que pode causar um incêndio?

De acordo com Jovanilson, existem diferentes problemas que podem levar um ar-condicionado a apresentar uma falha elétrica.

“Os principais são sobrecarga do circuito, aquecimento excessivo de fios e conexões, curto-circuito, fuga de corrente e falha no disjuntor ou em componentes do aparelho. Esses problemas podem causar choque elétrico, danos ao equipamento e incêndio”, explica.

O engenheiro afirma que o risco aumenta quando a instalação é antiga, mal conservada ou inadequada, principalmente quando o circuito é compartilhado de maneira incorreta com outros equipamentos de alta potência.

Usar por muitas horas aumenta o risco?

“Pode aumentar a solicitação elétrica e térmica, especialmente se o aparelho trabalhar por muitas horas em alta carga ou se o sistema estiver mal dimensionado, sujo ou com defeito. Porém, o uso prolongado, por si só, não significa que um aparelho corretamente instalado e mantido vá apresentar falha”, afirma.

Foto: Ilustrativa/Pixabay

Ele explica que o uso intenso pode agravar problemas que já existam na instalação, como conexões frouxas, fiação abaixo da capacidade necessária ou ventilação insuficiente.

Quais sinais indicam perigo?

Alguns sinais devem ser tratados como alerta. Cheiro de queimado, fumaça, faíscas e estalos, por exemplo, são motivos para interromper o uso do aparelho.

“Desligue o aparelho e solicite avaliação técnica se houver cheiro de queimado, fumaça, faíscas ou estalos; tomada, plugue, cabo ou disjuntor aquecendo, escurecendo ou derretendo; disjuntor desarmando repetidamente; choques ou formigamento ao tocar no aparelho; ruídos ou vibrações incomuns, funcionamento intermitente ou queda repentina de desempenho”, orienta.

Se houver fumaça ou fogo, a recomendação é não tentar religar o equipamento. “Afaste-se e acione os bombeiros pelo 193. Só desligue a energia pelo quadro se for seguro fazê-lo, sem se aproximar de fumaça, chamas ou partes molhadas”, reforça Jovanilson.

Outro cuidado importante está na forma de conectar o aparelho à rede elétrica. Segundo o engenheiro, extensões, adaptadores e benjamins não devem ser usados para alimentar ar-condicionado.

“Podem não suportar a corrente, provocar mau contato e aquecer. Também não se deve improvisar a conexão nem usar uma tomada que apresente folga ou sinais de dano”, explica.

A orientação é que o aparelho tenha, de preferência, um circuito elétrico exclusivo e compatível com sua potência. A instalação também precisa contar com fios, disjuntor, tomadas, conexões e aterramento adequadamente dimensionados.

Limpeza e manutenção também são importantes

A manutenção deve seguir as orientações do fabricante e considerar a frequência de utilização do aparelho. Os filtros precisam ser limpos periodicamente e, em alguns casos, essa limpeza pode ser necessária todos os meses.

Foto: Ilustrativa/Pixabay

Além dos filtros, uma revisão pode verificar serpentinas, ventiladores, drenagem, cabos, terminais, conexões, aterramento e outros componentes elétricos.

O que fazer depois de uma explosão?

No caso de um aparelho que tenha apresentado uma explosão ou tenha sido atingido pelo fogo, o equipamento não deve ser religado ou desmontado antes de uma avaliação. “Não se deve religar, desmontar ou descartar o aparelho antes da avaliação; a causa só deve ser apontada com base em evidências”, afirma.

Segundo ele, a investigação precisa analisar a fiação, o disjuntor, a tomada e as conexões, além de procurar sinais de curto-circuito, sobrecarga, arco elétrico ou falha de isolamento. Também devem ser avaliados componentes internos, como compressor, capacitor, placas, motores e cabos, além do histórico de instalação, manutenção e reparos.

No caso de Posse, a origem da explosão ainda não foi esclarecida. O registro do Corpo de Bombeiros aponta que o fogo foi controlado e que os moradores conseguiram sair da casa sem ferimentos.

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