Associações comerciais lançam manifesto em defesa de PEC alternativa à 6×1 e defendem liberdade de negociação

Na semana em que Senado define o rito da PEC do fim da escala 6×1, a Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) divulga uma carta-manifesto contra a proposta aprovada na Câmara e diz que o trabalhador deve ter liberdade para decidir o quanto quer trabalhar.
No documento, a entidade diz que “a vida real não cabe numa caixinha fechada” e que não dá para impor uma escala engessada para todos.
“O Brasil real não funciona no ‘tamanho único’. O vendedor que sustenta a casa na comissão precisa de tempo para vender, não de folga obrigatória por lei. E, no fim, quem paga a conta é você: no preço da marmita, nas compras do supermercado, na tarifa do ônibus e até no valor do condomínio”, diz a CACB.
A confederação presidida por Alfredo Cotait Neto sai em defesa da PEC da oposição que prevê o pagamento por hora trabalhada. O texto, de autoria do senador Rogério Marinho (PL-RN), chegou a ser alvo de críticas da esquerda porque permitiria uma escala 7×0.
“Quer trabalhar menos horas por dia para conseguir estudar ou cuidar dos filhos? Você pode. Quer trabalhar mais em dezembro, quando o movimento está lá em cima, para entrar no ano novo sem dívida? Você pode”, diz o documento.
A ideia da entidade é pressionar os senadores a votarem a PEC alternativa sob o argumento de que o trabalhador deve decidir a própria vida.
“O que está em jogo não é apenas uma alteração na Constituição. É a sua liberdade de escolha”, finaliza.
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Folha de São Paulo



