Atriz americana revela ter cogitado desistir da carreira até se tornar mãe

A história da atriz Sasha Lane (30) em Hollywood foge do convencional. Ela estava de férias na Flórida quando foi convidada para a audição do longa American Honey, lançado há dez anos, no Festival de Cannes. Sem pretensões, ela aceitou o convite e, para sua surpresa, passou no teste. O filme lhe deu projeção internacional e a ajudou a construir um currículo com papéis no cinema e TV. Hoje, sua mais nova aposta é o gênero de terror, com o longa Retiro Corporativo. “Entrei no elenco de última hora. Terror não é muito a minha praia, mas eu decidi encarar mesmo assim. Foi a chance de poder matar várias pessoas!”, brinca ela, em papo com CARAS, durante sua primeira viagem ao Brasil para divulgar a produção.
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Apesar de admitir não ser grande fã do gênero, Sasha reconhece que a experiência em um set de terror mudou sua perspectiva sobre o trabalho dos atores no segmento. “Acho que o terror desperta muitas emoções. Vendo os outros atores acessando essas emoções e ficando assustados te dá uma boa perspectiva de como você, mesmo que esteja só atuando ou fingindo, ainda precisa sentir medo de verdade. Isso me deu muito respeito pelos atores de terror”, opina. “Sempre ouvi que a melhor maneira de passar uma mensagem é por meio de um filme de terror porque ninguém espera absorver nada ao assistir um, então aquilo ressoa dentro de você”, sugere.
Após trabalhar ao lado de grandes ídolos da sétima arte como Toni Colette (53) e Tom Hiddleston (45), Sasha acredita que consegue absorver o melhor de todos os colegas, independentemente da fama. “Estou nessa indústria há dez anos e eu gosto de abordar cada trabalho de uma maneira mais ingênua. Seja contracenando com um ator muito famoso ou com alguém encontrado na rua como eu, acho que todos têm algo a acrescentar e cada experiência te permite crescer, evoluir e aprender”, reflete ela.
Natural do Texas, Sasha destaca que, apesar da carreira em Hollywood, se mantém fiel às suas raízes e continua vivendo em seu estado natal. “Tenho os mesmos amigos e familiares desde que comecei na carreira, um círculo muito íntimo. Eu acho que as pessoas que me acompanham conseguiram perceber que eu cresci e evoluí, mas que esse trabalho, mesmo legal, não era o que elas esperavam que Hollywood fosse ser. Eu gosto que eles percebam que minha vida não é perfeita. Acho que consegui afastar essa síndrome do impostor que eu tinha e fazer o que faço sem cobrança. Eu estou fora da grande indústria de certa maneira, mas me sinto privilegiada por poder ganhar a vida por meio do trabalho que escolhi”, pondera a atriz.
Em 2020, no meio da pandemia, quando cogitou abrir mão da carreira, Sasha deu à luz sua filha, Astrid Cairo (6), e conta que a maternidade transformou sua vida por completo. “Eu estava pronta para desistir da atuação e mudar de carreira. Eu não tinha técnica, nunca treinei para ser atriz, não diferenciava minhas próprias emoções com as dos personagens, fazia tudo por diversão. Mas ter uma filha me trouxe um senso de que se eu quisesse ter longevidade nesse trabalho, precisava ter a técnica e o treinamento”, diz. “Minhas decisões se tornaram mais bem pensadas. Se eu estou feliz e realizada, minha filha também estará. Ela sente isso. A maternidade mudou minha maneira de pensar. Se eu for seguir nesse trabalho, tenho que fazer da melhor maneira possível e me esforçar. Afastar-se da sua filha para trabalhar precisa valer a pena dos mais diversos ângulos”, conclui Sasha.
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