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Augusto Melo toma posse no Corinthians, anuncia reforços e auditoria no clube

Augusto Pereira de Melo, 59, tomou posse nesta terça-feira (2) como novo presidente do Corinthians. Em cerimônia realizada no salão nobre do Parque São Jorge, ele assumiu o cargo que ocupará pelos próximos três anos e usou seu discurso para anunciar reforços para a equipe, além da contratação de uma empresa de auditoria.

Foram apresentados como novos jogadores do time o lateral esquerdo equatoriano Diego Palacios, 24, o meia argentino Rodrigo Garro, 25, e o volante Raniele, 27.

Apesar de o clube ter uma dívida estimada em mais de R$ 900 milhões e, segundo Melo, “uma situação administrativa pior do que esperava”, o dirigente voltou a afirmar que não vai “abrir mão de um time forte.”

Augusto também comunicou a contratação da EY (Ernst Young) para fazer uma auditoria no clube. “Isso não é uma caça às bruxas”, ele avisou, apesar de usar parte de seu discurso para criticar a gestão anterior. “Mas, se alguém agiu de má-fé, vai responder por seus atos”, acrescentou

Empresário do setor têxtil, o novo mandatário já teve um cargo nas categorias de base do clube durante o mandato de Roberto de Andrade (2015-2017).

Para chegar ao cargo, no entanto, ele se afastou do grupo que elegeu todos os presidentes corintianos desde 2007 e aproveitou justamente o desgaste da chapa Renovação e Transparência. O ciclo terminou com o fim do mandato de Duilio Monteiro Alves (2021-2023).

Escolhido pelo ex-presidente Andres Sanchez (2007-2011 e 2018 a 2021) para concorrer na última eleição, realizado no último mês de novembro, o candidato André Luiz Oliveira, conhecido no Parque São Jorge como André Negão, acabou derrotado por Augusto por uma ampla vantagem de votos: 2.771 contra 1.413.

A disputa foi marcada por uma série de ataques de ambas as campanhas. O novo presidente precisou responder por um histórico considerado problemático no União Barbarense, clube do interior do qual foi dirigente –e foi acusado de atuar como empresário de atletas, o que nega.

Há ainda uma condenação por crime contra a ordem tributária contra ele, que foi vista por membros da situação como uma brecha para impugnar sua candidatura, o que não foi aceito pela comissão eleitoral, permitindo que ele saísse vencedor do pleito com a missão de presidir o Corinthians.

Folha de São Paulo

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