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Autoridades garantem: astronautas não estão presos na estação espacial

Autoridades não querem ouvir que Butch Wilmore e Suni Williams estão presos na Estação Espacial Internacional (ISS) e, até agora, não consideram uma missão de resgate para os astronautas da NASA.

“Não estamos presos na ISS”, disse Mark Nappi, gerente de programa da Boeing para Starliner, durante uma entrevista coletiva na sexta-feira (28), segundo o jornal The New York Times. “A tripulação não está em perigo”, garantiu.

No entanto, os astronautas, que deveriam retornar à Terra após uma missão na Estação Espacial Internacional, foram obrigados a estender sua estadia no espaço.

A extensão ocorre devido a problemas técnicos com os propulsores da espaçonave Starliner da Boeing, descobertos durante a aproximação da estação espacial.

Originalmente, a volta estava prevista para algumas semanas após a chegada em junho, mas agora, a equipe de engenharia da NASA e da Boeing continua analisando as anomalias para garantir um retorno seguro.

Se você tem pressa

  • Os astronautas Butch Wilmore e Suni Williams terão que permanecer na ISS por mais algumas semanas devido a falhas nos propulsores da Starliner da Boeing.
  • Apesar dos problemas, os oficiais da NASA garantem que os astronautas não estão em perigo e podem retornar em segurança quando o momento for oportuno.
  • Engenheiros da NASA e da Boeing estão conduzindo testes adicionais para entender melhor o comportamento dos propulsores e garantir que a viagem de retorno ocorra sem problemas.

Missão prolongada

Sunita Williams e Barry Wilmore, membros da primeira missão tripulada da Boeing Starliner para a Estação Espacial Internacional a serviço da NASA. Crédito: NASA

A missão, que agora se estende além do previsto, continua sendo monitorada de perto por equipes de engenheiros. Steve Stich, gerente do programa de tripulação comercial da NASA, reiterou que a espaçonave na estação está em boas condições e que os problemas identificados não colocam os astronautas em risco.

Os propulsores problemáticos, cinco dos 28 do Starliner, comportaram-se de maneira atípica, mas ajustes foram feitos para garantir a operação contínua da espaçonave.

Na próxima semana, planeja-se realizar testes em solo no NASA’s White Sands Test Facility, na Califórnia, utilizando um propulsor idêntico ao da Starliner para replicar e estudar as condições encontradas no espaço.

A importância de proceder com cautela foi destacada por Wayne Hale, ex-diretor de voo da NASA, que mencionou os desastres anteriores da agência como lições vitais para a atual abordagem cuidadosa. Hale aplaudiu a decisão de aproveitar o tempo disponível para uma análise completa, evitando repetir erros passados que levaram a consequências fatais.

Enquanto isso, os astronautas têm a opção de retornar à Terra em caso de emergência usando a Starliner. De fato, eles se refugiaram brevemente na cápsula quando detritos de um satélite desativado russo ameaçaram a ISS.

Olhar Digital

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