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Bombardeio israelense mata sete funcionários de ONG humanitária americana em Gaza

Desde o início da guerra entre Israel e o grupo Hamas, em 7 de outubro de 2023, a ONG participou de diversas operações de distribuição de refeições. Em março, a WCK integrou uma imensa ação de envio e entrega de ajuda humanitária por meio de um navio que saiu do Chipre e atracou em um porto improvisado no enclave palestino. A iniciativa permitiu a chegada de dezenas de toneladas de mantimentos no território onde a população passa fome.

Comunidade internacional reage

Os Estados Unidos, principais aliados de Israel, disseram ter ficado “profundamente perturbados” com o ataque. “Os trabalhadores humanitários devem ser protegidos, pois fornecem uma ajuda que os palestinos precisam desesperadamente. Exigimos que Israel investigue imediatamente o que aconteceu”, indicou na rede social X Adrienne Watson, porta-voz do Conselho de Segurança Nacional dos Estados Unidos. 

O primeiro-ministro da Austrália, Anthony Albanese, confirmou que uma australiana, Lalzawmi “Zomi” Frankcom, está entre as vítimas. “É completamente inaceitável. A Austrália exige que todas as pessoas envolvidas nas mortes dos trabalhadores humanitários sejam responsabilizadas”, afirmou o premiê. 

O governo polonês pediu explicações a Israel sobre o incidente. O chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell, também condenou o ataque. “Apesar de todos os pedidos para proteger civis e trabalhadores humanitários, continuamos a ver inocentes sendo mortos”, publicou na rede social X.

O Ministério da Saúde palestino, administrado pelo grupo Hamas, afirmou ter registrado cinco mortos “em um bombardeio israelense contra um veículo da WCK” em um hospital de Deir el-Balah, no centro da Faixa de Gaza. Um comunicado indicou que a vítima de nacionalidade palestina trabalhava como motorista e tradutor do grupo.

Matéria: UOL Notícias

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