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Brasil reverte posição bolsonarista e vota na ONU por pessoas intersexo

A postura brasileira representa uma mudança em comparação à posição que o país havia adotado em 2020 e 2021, quando o tema começou a ser tratado na ONU.

Em 2020, sob a gestão de Jair Bolsonaro, a pasta liderada por Damares Alves não aderiu a uma declaração feita por 34 países de todas as partes do mundo, na ONU, que apelaram para que o Conselho de Direitos Humanos da entidade atuasse para proteger de forma urgente as pessoas intersexo em sua autonomia corporal e direito à saúde. A iniciativa foi conduzida pelo governo da Áustria, com o apoio da França.

Naquele momento, o governo tinha adotado uma postura na ONU de defender a existência apenas do sexo biológico, com termos como “igualdade de gênero” sendo evitado.

Hoje, a postura do Brasil foi revertida e o voto dado para que a ONU lide com essas violações.

Entidades da sociedade civil comemoraram a resolução, explicando que pessoas intersexo nascem com características sexuais diversas que não se encaixam nas noções binárias típicas dos corpos masculino e feminino.

“Até 1,7% da população global nasce com tais características. No entanto, como seus corpos são vistos como diferentes, crianças e adultos intersexuais são frequentemente estigmatizados”, disseram entidades como a International Lesbian, Gay, Bisexual, Trans and Intersex Association, Gate, Oll Europe, SIPD Uganda, Intersex South Africa e outras.

Matéria: UOL Notícias

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