Carol Francischini desabafa e médica diz: ‘Tipos de câncer ginecológico podem não apresentar sintomas’

Em janeiro de 2024, a modelo Carol Francischini revelou ao público que recebeu o diagnóstico de câncer no útero. A top model passou por uma cirurgia em São Paulo, e revelou que o procedimento não exigiu a retirada do órgão, embora o acompanhamento médico tenha permanecido como parte fundamental de sua recuperação. Vale lembrar que, após a intervenção, ela se recuperou e seguiu realizando acompanhamento médico regular.
À época, seis meses após o diagnóstico, a famosa falou sobre o período de cuidados e a expectativa pelos novos exames. Em entrevista à Quem, ela demonstrou confiança diante do processo de monitoramento da doença.
“Tenho o meu retorno agendado para o final deste mês. Tive que esperar um pouco para retornar por conta de trabalho e outras questões. Mas estou confiante e me cuidando bem. Espero que não tenha que fazer tratamento”, conta Carol em conversa com a Quem.
A modelo passou pela cirurgia em janeiro de 2024, não precisou retirar o útero e foi orientada a fazer acompanhamento médico constante e exames regulares. Após, ela conversou com o mesmo veículo em julho daquele ano. Desde então, não houve novas atualizações públicas sobre o assunto.
Opinião médica
Para entender mais sobre o assunto, a CARAS Brasil entrevista a Dra. Ana Paula Fonseca, médica ginecologista e obstetra — especialista no tratamento de distúrbios menstruais, miomas, síndrome dos ovários policísticos (SOP), cistos ovarianos.
Segundo a ginecologista, um dos maiores desafios é que, em fases iniciais, os cânceres ginecológicos podem se desenvolver de forma silenciosa.
“Muitas pacientes acreditam que só precisam procurar ajuda quando sentem dor intensa, mas nem sempre é assim. Alguns tipos de câncer ginecológico podem não apresentar sintomas evidentes no início, o que reforça a importância do acompanhamento regular com o ginecologista”, declara.
A médica reforça que o termo ‘câncer no útero’ pode abranger diferentes tipos da doença. Como, por exemplo, o câncer de colo do útero e o câncer de endométrio, cada um com características próprias.
Quais os sinais?
Entre os sintomas que merecem atenção estão:
- Sangramento vaginal fora do período menstrual;
- Sangramento após a relação sexual;
- Alterações no fluxo menstrual;
- Corrimento persistente;
- Dor pélvica;
- Desconforto durante as relações íntimas.
“Nem todo sangramento irregular significa câncer, mas é um sintoma que precisa ser avaliado. O mesmo vale para dores pélvicas recorrentes, sensação de pressão na região abdominal ou mudanças importantes no ciclo menstrual. O diagnóstico precoce aumenta significativamente as chances de sucesso no tratamento”, destaca.
Dados que chamam a atenção
Segundo informações do Instituto Nacional de Câncer (INCA), a doença é o terceiro tumor mais frequente entre as mulheres brasileiras, atrás apenas de outros tipos de câncer de maior incidência no país. A estimativa é de cerca de 17 mil novos diagnósticos por ano.
“Hoje existem tratamentos cada vez mais eficazes e individualizados. O mais importante é que a mulher não adie consultas e não normalize sintomas persistentes. Informação e prevenção continuam sendo as maiores aliadas da saúde feminina“, tranquiliza a Dra. Ana Paula Fonseca.
É super importante
Segundo Dra. Ana Paula Fonseca, consultas periódicas e exames preventivos continuam sendo as principais ferramentas para detectar alterações antes mesmo do surgimento dos sintomas.
“Hoje já existe o exame molecular chamado teste de DNA HPV que é feito da mesma forma que o papankcolau , é fundamental para identificar lesões precursoras do câncer de colo do útero de forma muito precoce… identificando a presença do vírus antes mesmo dele causar a lesão… um avanço! Quando essas alterações são descobertas precocemente, muitas vezes conseguimos tratar antes que a doença se desenvolva”, afirma.
Existe tratamento
É importante destacar que cada caso é individual e exige tratamento com um médico especialista para avaliar as condutas relacionadas a ocorrência específica daquela pessoa. A Organização Mundial da Saúde (OMS) defende uma estratégia ampla para prevenir e controlar a doença.
A recomendação envolve ações integradas que acompanham pacientes ao longo da vida, combinando prevenção, diagnóstico precoce e acesso ao tratamento. A proposta também destaca a importância de uma atuação multidisciplinar, reunindo profissionais de diferentes áreas da saúde para ampliar o cuidado e fortalecer a conscientização.
Leia também: Carol Francischini desfila no último dia do SPFW



