Economia

Clínica indenizará funcionária que foi chamada de ‘macumbeira’

A chefe também chegou a chamar uma pastora para orar no local de trabalho. Após o momento de oração, a pastora teria dito que havia um ”clima pesado de trabalhos espirituais” na empresa. A gestora afirmou que era devido à funcionária.

A operadora de telemarketing também era chamada de ”vagabunda” e ”vaca”. Testemunhas disseram que a supervisora usava palavrões de ”brincadeira” para falar com a funcionária.

Racismo religioso

O relator do processo Claudio Armando Couce de Menezes disse que a funcionária foi vítima de racismo religioso. A decisão destacou que a liberdade de consciência e de crença é direito fundamental, como consta no art. 5º, VI, da Constituição Federal.

Para a juíza Denise Alves Tumoli Ferreira, questões relacionadas à religiosidade não devem ser motivo de chacota. Ela explica que os comentários reiteram ideias preconceituosas, principalmente no ambiente de trabalho, onde se passa a maior parte do dia.

A Justiça deve desempenhar um papel crucial na proteção dos direitos das comunidades religiosas afro-brasileiras, garantindo o respeito à diversidade religiosa e o combate ao discurso de ódio nos diferentes níveis da sociedade Couce de Menezes, relator

Matéria: UOL Economia

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