Economia

Como a crise da economia argentina respinga no Brasil

Em visita à Argentina em abril, a secretária de Comércio Exterior, Tatiana Prazeres, viu como “natural” a queda dos fluxos diante do quadro de recessão no país vizinho, mas apontou que o tema é uma preocupação em Brasília.

Em seu relatório mais recente, o FMI (Fundo Monetário Internacional) piorou sua previsão de crescimento para a Argentina, estimando uma contração de 3,5% em 2024, e alertou para o risco de que a recessão se prolongue. Em abril, a expectativa era de uma queda do PIB (Produto Interno Bruto) de 2,75%.

O pesquisador associado do FGV IBRE Fabio Giambiagi aponta que a economia argentina vem de “crise de longa data”, o que ocorre tanto por dinâmicas do governo anterior de Alberto Fernández, como pelas medidas da administração de Milei.

O choque das ações do atual governante visando conter a inflação disparada no país teve um forte impacto na demanda local. “A principal preocupação dos últimos anos vem deixando de ser a inflação e passando a ser o desemprego”, aponta Giambiagi.

Sócio da consultoria BMJ, Welber Barral lembra que a queda na atividade do país foi muito abrupta nos últimos meses, e afirma que o cenário de menor crescimento pode durar até mesmo anos.

Já Giambiagi ressalta que há importantes divergências sobre as perspectivas para o país nos próximos trimestres: alguns analistas projetam uma retomada da economia em “V”, com forte avanço após o tombo atual; por outro lado, setores menos otimistas sugerem um gráfico em “L”, com persistência do nível recessivo após a queda atual.

Matéria: UOL Economia

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