Como está a situação financeira do brasileiros, segundo pesquisa AtlasIntel

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A nova pesquisa do AtlasIntel, divulgada nesta quarta-feira, 23, questionou os brasileiros sobre a situação financeira das famílias. Para fazer o levantamento, foram ouvidos 5.015 eleitores de todo o país entre os dias 17 e 22 de setembro, gerando um documento com margem de erro de um ponto percentual, cujo nível de confiança é de 95%.
A maioria das pessoas, 36%, disse que tem conseguido guardar dinheiro no final do mês em alguma medida. Outros 30,4% disseram que estão conseguindo pagar as contas, mas sem sobrar nada. E 34% disseram que faltou dinheiro em alguns meses ou em todos.
- Consegui guardar dinheiro com regularidade: 16,3%
- Consegui guardar dinheiro em alguns meses: 19,7%
- Dava para pagar tudo, mas sem sobra: 30,4%
- Faltava dinheiro em alguns meses: 13,9%
- Faltava dinheiro na maioria dos meses: 19,6%
A situação representou uma virada nas finanças das famílias entre abril e setembro, visto que, antes, a maioria, 40,2%, dizia que faltava dinheiro no final do mês. Confira o movimento no gráfico abaixo.

Os entrevistados também foram questionados sobre o que mais tem impactado negativamente sua situação financeira. O aumento do preço dos alimentos e das contas básicas puxam o problema, somando 76,3%. A soma total ultrapassa 100% porque cada entrevistado podia escolher até duas opções.
- Aumento do preço dos alimentos (supermercado): 44.2%
- Aumento das contas básicas (luz, água, gás, internet): 32.1%
- Dívidas acumuladas / juros altos: 25.0%
- Impostos: 23.9%
- Gastos com saúde: 11.1%
- Aumento do custo do transporte / combustível: 9.5%
- Aumento do preço de serviços: 5.5%
- Falta de emprego: 5.3%
- Gastos com educação: 4.3%
- Aumento do aluguel / condomínio: 3.9%
- Outro: 10.1%
Quando a situação é observada em perspectiva temporal, de abril até setembro, tem-se uma estabilidade do impacto do preço dos alimentos e uma inversão entre as contas básicas, que antes representavam 26,7%, e as dívidas e juros, que caíram de 33,5% para 25% — justamente no período em que o governo federal implementou o programa Desenrola, para sanar dívidas. Confira no gráfico abaixo.

A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04739/2026.
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