Saúde

Como evitar a crise de meia-idade e celebrar esta fase da vida

Meia-idade, que de acordo com a Associação Americana de Psicologia vai dos 36 aos 64 anos, é conhecida como uma era de alto estresse de juventude perdida, saúde em declínio, pressões no trabalho e cuidados.

Quando a maioria de nós ouve o termo “meia-idade“, provavelmente pensamos em “crise”, disse Margie Lachman, professora de psicologia na Universidade Brandeis. “É apenas essa associação universal, o que é lamentável.”

Então, como tornar este momento mais uma celebração do que uma implosão?

SEJA INABALÁVEL SOBRE QUEM VOCÊ É

Durante a meia-idade, muitas vezes mudamos nosso foco do que tem sido chamado de qualidades do “currículo” da nossa juventude (o que fazemos) para qualidades do “elogio” (quem somos), disse Chip Conley, autor de “Aprendendo a Amar a Meia-Idade”.

Fazer essa mudança não é automático, então Conley sugeriu um exercício. Liste antigas características que não refletem mais quem você é. Em seguida, anote quaisquer crenças ultrapassadas da sua juventude que não se aplicam mais. Quando terminar, jogue a lista fora. Isso reconhece quem você era enquanto cria espaço para novas identidades, diz ele.

MERGULHE DE CABEÇA EM UM HOBBY ESTRANHO

Se possível, experimente algo que você sempre quis fazer. Se tiver os recursos, reserve aquela viagem excêntrica, uma expedição de observação de pássaros, o Cruzeiro de Natal do Canal Hallmark.

Conley sugeriu perguntar: Daqui a dez anos, do que vou me arrepender de não ter aprendido ou feito?

CELEBRE MARCOS ESQUECIDOS

Marque as transições que tornam a meia-idade única, afirma Conley. Faça uma festa de ninho vazio quando seu último filho sair de casa.

Se você atingiu a menopausa —a idade média é 51 anos— faça um “chá da menopausa” em que você troca dicas sobre como lidar com os sintomas.

E não evite seu 50º aniversário, diz Conley; em vez disso, faça algo especial.

INVESTA EM SUAS AMIZADES

Ao longo da vida adulta, nossa vida social tende a diminuir à medida que nos envolvemos em empregos ou vida familiar, diz Lachman.

Mas durante a meia-idade, afirma Conley, os amigos não são um “luxo”, são uma “necessidade”.

As crianças crescem e saem de casa, as taxas de divórcio aumentam entre os maiores de 50 anos e os problemas de saúde tendem a aumentar. As amizades são fundamentais para nosso bem-estar psicológico e físico, disse Rosanne Leipzig, professora de medicina interna e medicina paliativa no Monte Sinai e autora de “Envelhecimento Honesto”.

“As amizades te preparam para o futuro”, diz Leipzig.

Este artigo foi originalmente publicado no The New York Times.

Informação

Folha de São Paulo

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