Política

Compare a evolução de patrimônio dos 20,7 mil candidatos em ferramenta interativa

A Folha lança nesta quinta-feira (27) uma ferramenta interativa que reúne as declarações de patrimônio de todos os 20,7 mil candidatos que concorrem nas eleições 2026 e compara com os valores informados nos últimos cinco pleitos, caso o político tenha participado das disputas anteriores, ainda que para cargos diferentes.

A autodeclaração de bens é uma exigência da Justiça Eleitoral para o registro oficial de uma candidatura, mas não há um cruzamento automático de sistemas para que as informações sejam checadas.

O principal objetivo é dar transparência ao eleitor e permitir o monitoramento da evolução patrimonial durante a vida pública dos políticos.

Para facilitar a comparação, a ferramenta traz o detalhamento dos bens e os valores totais declarados em cada ano atualizados pela inflação medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) no período correspondente.

Além do nome de cada candidato, é possível fazer buscas por cargo ou estado.

É possível conferir, por exemplo, se um candidato que concorreu em 2018 teve um aumento milionário de patrimônio que pode não condizer com o salário do cargo público que ocupou, ou que alguém que antes tinha um grande patrimônio agora declarou não ter bens.

Grandes aumentos ou quedas não significam, obrigatoriamente, que houve irregularidade, mas podem indicar a necessidade de explicações mais completas ou de correções de inconsistências, que podem ser feitas ainda durante o processo eleitoral.

Na área de bens declarados, a ferramenta pode exibir o patrimônio do candidato em oito grandes categorias, que foram definidas pela reportagem –imóvel; veículo; investimentos, aplicações e crédito; participações em empresa; dinheiro em espécie; joia, objeto de arte e coleção; e outros (que abarca desde animais a linhas telefônicas). A área “detalhamento” mostra o patrimônio da forma exata em que o candidato registrou no TSE.

Postulantes devem declarar bens como imóveis, veículos, participações societárias em empresas e aplicações financeiras, mas ficam de fora salários e rendimentos, que não são considerados patrimônio.

Embora não exista o mesmo rigor de conferência de uma prestação fiscal, como a do Imposto de Renda, trata-se de um dado público, cujo preenchimento correto é de responsabilidade dos candidatos e dos partidos.

A Justiça Eleitoral pode, por iniciativa própria ou quando provocada, exigir outros documentos que comprovem a veracidade das informações prestadas pelo candidato.

A análise feita pela Folha considera informações atualizadas no Portal de Dados Abertos do TSE até as 16h desta quarta-feira (26).

Folha de São Paulo

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo