Política

Datafolha: Lula e Flávio Bolsonaro empatam em rejeição com 45%

Os dois nomes dominantes na corrida pelo Planalto deste ano, Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT), continuam dividindo o eleitorado brasileiro quando o assunto é a ojeriza política que provocam. Declaram não votar de forma alguma no presidente 45%, ante 45% que dizem o mesmo do senador fluminense.

O padrão foi aferido pelo Datafolha ao longo de toda a disputa, e reafirmado na mais recente pesquisa do instituto, realizada com 2.002 eleitores de terça-feira (22) a esta quinta (24). A margem de erro é de dois pontos para mais ou menos.

Há uma semana, os rivais também estavam empatados em rejeição, cada um marcando 47%. Há duas, o placar era uma igualdade em 46%.

O dado desenha a polarização que tomou conta do cenário político brasileiro a partir da eleição e do governo do pai de Flávio, o hoje condenado por tentativa de golpe de Estado Jair Bolsonaro. As paixões de lado a lado, que de resto têm raiz no “nós contra eles” que dominou as eleições desde 1994, foram exacerbadas.

Isso torna ainda mais valiosos quaisquer votos que possam ser captados em quadrantes dos rivais na rabeira da corrida, entre indecisos e eleitores pendulares em suas opiniões.

Em termos de rejeição, entre os principais candidatos longe da liderança Renan Santos (Missão) marca 15%, Romeu Zema (Novo), 14%, Ronaldo Caiado (PSD), com 13%. Rui Costa Pimenta (PCO) e Samara (UP) vêm abaixo, com 9%. Augusto Cury (Avante) e Edmilson Costa (PCB) têm 8%.

A atual pesquisa captou na íntegra o efeito da principal bondade eleitoral do governo no período, o reajuste de 15% para quem recebe o Bolsa Família —ainda que o dinheiro só irá se materializar em outubro.

Também foi aferido o arrefecimento parcial da crise no Supremo/Master, que vinha fustigando mais o petismo apesar das relações diretas entre Flávio e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, a quem pediu dinheiro e chamava de “meu irmão”.

A revelação nesta quinta do voo do senador em jatinho do ex-dono do banco chegou quando os pesquisadores já haviam concluído seu trabalho.

Já o discurso de Lula na ONU, criticando interferência estrangeira no pleito, foi no primeiro dia da pesquisa, assim como a iniciativa de 15 países de classificar o PCC e o Comando Vermelho de terroristas, a contragosto do governo.

A Folha e a TV Globo encomendaram o levantamento, que está registrado na Justiça Eleitoral com o código BR-00304/2026.

Folha de São Paulo

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