Economia

Dinheiro fácil? Quem lucra com o mercado de falências

Em nota técnica, a AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros) considerou que o texto tem “termos vagos e atores processuais não bem definidos”.

O PL foi elogiado no Congresso por parlamentares aliados, como Erika Kokay (PT-DF), e opositores, como Bia Kicis (PL-DF).

Ao tomar a palavra no plenário em 21 de março, a deputada federal Dani Cunha (União Brasil-RJ), relatora do PL, criticou duramente a situação atual: “Uma caixa-preta, desfrutada por uma seleta classe”.

As contas de um processo de falência jamais são sanadas. Já os bolsos dos administradores judiciais, em contrapartida, são lotados.
Dani Cunha deputada federal relatora do PL

Procurada pela reportagem, Dani Cunha não respondeu ao pedido de entrevista. Fernando Haddad, via assessoria de imprensa, informou que a Fazenda não comenta medidas em tramitação no Congresso.

Para os advogados Rodolfo Salmazo e Luis Miguel Roa Florentin, diretores do IDRE, a mudança pode ser um “tiro pela culatra”.

Segundo eles, o PL pretendia mudar só as falências, mas pode acabar respingando nas recuperações judiciais, cujos casos bilionários são raros.

Matéria: UOL Economia

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